quarta-feira, 10 de outubro de 2007

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Se eles soubessem o que falavam....

“Penso que há talvez no mundo um mercado para 5 computadores”
Thomas Watson, presidente da IBM, 1943

“Viajei por todos os lados neste país, e posso assegurar-lhes que processamento de dados é uma ilusão que não perdura até o fim do ano”
O editor encarregado de livros técnicos da Prentice Hall, 1957

“Tá bom, mas… para que serve?”
Engenheiro da Divisão de Sistemas de Computação Avançada da IBM, em 1968, comentando sobre o microchip.

“Não há nenhuma razão para que alguém queira ter um computador em casa”
Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp., 1977

“Este ‘telefone’ tem inconvenientes demais para ser seriamente considerado um meio de comunicação. Esta geringonça não tem nenhum valor para nós”
memorando interno da Western Union, 1876.

“A caixa de música sem fio não tem nenhum valor comercial imaginável. Quem pagaria para ouvir uma mensagem enviada a ninguém em particular?”
Sócios de David Sarnoff em resposta a sua consulta urgente sobre investimentos em rádio nos anos 20.

“O conceito é interessante e bem estruturado, mas para merecer uma nota melhor do 5, a idéia deveria ser viável”
Um professor da Universidade de Yale em resposta a uma tese de Fred Smith propondo um serviço confiável de malote. (Smith viria a ser o fundador da Federal Express Corp.)

Quem se interessaria em ouvir os atores falar?”
H.M. Warner, Warner Brothers, no auge do cinema mudo, 1927.

“Estou feliz por ser o Clark Gable a quebrar a cara e não o Gary Cooper”.
Gary Cooper, a respeito de sua decisão de não interpretar o papel principal em “… e o vento levou”

“Nós não gostamos do som deles, e música de guitarra está em franco desaparecimento”
Decca Recording Co., ao rejeitar os Beatles, 1962.

“Máquinas mais pesadas do que o ar são impossíveis”
Lord Kelvin, presidente da Royal Society, 1895.

“Se eu tivesse pensado a respeito disso, eu não teria feito a experiência. A literatura está cheia de exemplos mostrando que isso não pode ser feito”
Spencer Silver, a respeito de seu projeto que culminou com os adesivos “Post-It” da 3M.

“Então nós fomos para a Atari e dissemos: ‘Hei, nós fizemos essa coisa engraçada, construída com algumas peças de vocês; o que vocês acham de nos financiar? Ou então nós a damos para vocês. Nós só queremos produzi-la. Paguem nossos salários e nós trabalharemos para vocês’. E eles disseram ‘não’. Então nós fomos para a Hewlett-Packard, e eles disseram: ‘Nós não queremos vocês. Vocês nem terminaram a faculdade’”.
Steve Jobs, fundador da Apple Computer Inc., na tentativa de atrair o interesse da Atari e da HP no computador pessoal projetado por ele e por Steve Wozniak’s.

“O professor Goddard não conhece a relação entre ação e reação e a necessidade de ter algo melhor do que o vácuo contra o qual reagir. Ele parece não ter o conhecimento básico ensinado diariamente em nossas escolas secundárias”
Editorial do New York Times em 1921 a respeito do estudo revolucionário de Robert Goddard sobre os foguetes.

“Broca para petróleo? Você quer dizer furar o chão para encontrar petróleo? Você está louco”
Operários que Edwin L. Drake tentou contratar para seu projeto de prospecção de petróleo em 1859.

“A bolsa alcançou um teto que parece permanente”
Irving Fisher, Professor de Economia, Yale University, 1929.

“Aviões são brinquedos interessantes mas sem nenhum valor militar”
Marechal Ferdinand Foch, Professor de estratégia, Ecole Supérieure de Guerre, Paris.

“Tudo que podia ser inventado já o foi”
Charles H. Duell, Diretor, Departamento de Patentes dos Estados Unidos, 1899.

“A teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula”
Pierre Pachet, Professor de Fisiologia em Toulouse, 1872.

“640 Kb é mais do que suficiente para qualquer um”
Bill Gates, 1981

Dica de filme

"Tropa de Elite" leva 180 mil aos cinemas

É o melhor desempenho do ano do eixo Rio-SP em média de público por sala

Em números absolutos, todavia, filme de José Padilha ficou atrás de "A Grande Família", que atraiu 290 mil pessoas na estréia

Folha de São Paulo

Apesar da pirataria pré-estréia, "Tropa de Elite" teve bom desempenho no primeiro final de semana nos cinemas. Lançado com 140 cópias em 171 salas, o polêmico filme foi visto por cerca de 180 mil pessoas no Rio e em SP, segunda sua distribuidora, a Paramount.
Foi a melhor estréia deste fraco ano do cinema nacional, considerando a média de público por sala no eixo Rio-São Paulo. Nessa comparação, o longa de José Padilha superou em 48% a abertura de "A Grande Família", maior público um filme nacional em 2007 (2 milhões de pessoas). Em números absolutos, no entanto, a versão da série de TV foi melhor quando entrou em cartaz -teve quase 290 mil espectadores no país, com 246 cópias.
"Tropa" foi bem também em comparação ao lançamento de outros blockbusters nacionais nos mesmo Estados: 90% melhor do que "Cidade de Deus", 46% acima de "2 Filhos de Francisco" e apenas 38% abaixo de "Carandiru", dono da melhor estréia desde a retomada da produção cinematográfica brasileira, na década de 90.
O resultado foi bem recebido pelos produtores de "Tropa", que não sabiam o que esperar diante do alcance da pirataria. Segundo projeção do Datafolha, só em SP, o filme foi visto antes da estréia, em DVD pirata, por 1,5 milhão de pessoas.
"O bom resultado deste primeiro fim de semana mostra que existe interesse do público por filmes brasileiros", afirmou o diretor do longa, José Padilha, por meio da assessoria.
A pirataria fez com que a estréia de "Tropa" fosse antecipada duas vezes. Prevista para novembro, foi remarcada para 12/10. Na semana passada, a Paramount decidiu estrear já no dia 5 no Rio e em São Paulo. Nesta sexta, acontece o lançamento nacional, e o longa passará a ocupar 300 salas.
Com Wagner Moura, o filme retrata o cotidiano do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PM do Rio.

Adolescentes no mundo sombrio dos paparazzi de Hollywood

The New York Times
Mayrav Saar


De pé em meio a uma multidão de paparazzi em sua maioria mal-humorados, com roupas amarfanhadas e expressões cansadas, ele balança o corpo para frente e para trás, usando tênis, aguardando pela sua oportunidade nesta noite fria de obter uma foto valiosa de Justin Timberlake, Hayden Panettiere ou de qualquer outro indivíduo cobiçado pelos tablóides que estiver participando da festa lá dentro.
Os outros fotógrafos mal tinham notado a presença de Lady Victoria Hervey, uma socialite britânica muito procurada pela imprensa inglesa, quando Blaine correu até a linha de frente, tirando uma foto. E, ao contrário dos outros paparazzi, ele não precisou gritar o nome dela para chamar a atenção da mulher.

"Você é tão novo!", exclamou Lady Victoria em meio a um pipocar de luzes de flashes. "Deveria estar dormindo. Onde estão os seus pais?".

Em uma era na qual até mesmo as imagens mais mundanas dos não muito famosos são material de consumo de revistas e websites, quase todo mundo que possui uma câmera, ao que parece, é capaz de ganhar a vida como fotógrafo de celebridades. Até mesmo dois garotos que ainda não começaram a fazer a barba.
Desde fevereiro, Blaine, 15, e o seu melhor amigo, Austin Visschedyk, 14, passam as noites rondando clubes noturnos, restaurantes e festas particulares, à espreita de pessoas como Britney Spears, Lindsay Lohan e Paris Hilton, declarando-se os paparazzi mais jovens neste ramo de negócios.

"Essas pessoas ficam bastante chocadas ao nos ver", diz Blaine, um fotógrafo amador magro e de voz suave que tem a sua própria companhia fotográfica, a Pint Size Paparazzi.

De certa forma, os garotos são mais um exemplo dos jovens precoces de Hollywood, que seguem os sonhos do show-business de forma meio antecipada. Porém, sob outro ângulo, eles podem ser inocentes despreparados, colidindo com uma das facetas mais duras da indústria do entretenimento.
Austin conta que há alguns meses a cantora Erykah Badu arrancou a câmera das mãos deles e apagou todas as suas fotos. Recentemente Blaine foi derrubado por um segurança em frente a um restaurante. Ao ser arremessado no chão, ele tentou argumentar com o guarda que era apenas um garoto.

"Por que você disse isso a ele?", questionou um cinegrafista adulto, quando Blaine contou essa história durante um evento de gala. "Não existe nenhuma inocência no mundo dos paparazzi, colega. Eu lhe disse, se você ultrapassar os limites, está perdido, entra no lado negro do negócio".

Como moradores de West Hollywood, lugar cheio de celebridades, os garotos se beneficiaram da sua exposição diária a figuras famosas. Quando estava na segunda série, Blaine fotografou David Spade correndo em volta da casa (o ator chamou-o de "paparazzo insignificante"). Sete meses atrás, os garotos perceberam que podiam lucrar com essa proximidade, e Austin, o mais comunicativo dos dois, sugeriu ao pai de Blaine que comprasse uma câmera de US$ 6.000 para o filho.

"A princípio não concordei", recorda Robert Hewison, 36, dono de uma companhia de produção cinematográfica. Mas ele acabou cedendo, e os garotos pegaram os seus skates e saíram vasculhando as imediações das casas das celebridades - Christina Aguilera, David e Victoria Beckham e Jenna Jameson - na esperança de ganhar dinheiro, ou, talvez, fazer algumas amizades famosas.

"Vou seguir esta tendência até onde for capaz", afirma Blaine, exibindo a sua V800. "Mais do que tirar fotos das celebridades, quero ser amigo delas. Eu gostaria de participar das festas delas".

Austin vendeu fotos para o jornal "The Daily News", de Nova York, e para a revista "OK!", entre outras publicações, enquanto Blaine obteve US$ 500 em uma exposição local de arte com uma foto de Britney Spears fazendo um sinal obsceno com o dedo médio.

"O que me impressionou originalmente a respeito deles foi o fato de ambos terem um bom olho para a fotografia", diz Brad Elterman, dono da Buzz Foto, uma agência que negocia fotos de celebridades.

Inicialmente, Elterman - que tinha 16 anos de idade quando vendeu a sua primeira fotografia de Bob Dylan - disse que os garotos faziam com que ele se lembrasse de si próprio. "Eles têm uma aparência tão comum de garotos de subúrbios norte-americanos, que fizeram com que eu me lembrasse de um filme de Spielberg", afirma Elterman.
"Quando vendi uma das fotos tiradas por Austin de Kim Kardashian, a maliciosa confidente de Hilton, para a TMZ.com, o editor de fotografia me telefonou e disse que aquela era a melhor foto de Kardashiam que ele já vira. Eu estou no ramo há três décadas, e nunca antes um editor de fotografia me ligou para fazer tal comentário a respeito de uma foto", conta Elterman.
Mas Elterman não representa mais os dois garotos. "Eu quero dormir tranqüilo à noite", diz ele. "Se algo acontecesse a um desses meninos, eu não sei o que faria".
Outros profissionais ficam perturbados ao verem Blaine e Austin, dois alunos de segundo grau, circulando em frente a clubes noturnos com equipamentos que valem de milhares de dólares pendurados no pescoço.

"Estou inteiramente convicto de que eles não deveria estar fazendo tal coisa", afirma Alison Silva, 27, um fotógrafo cujo braço está engessado (segundo ele isso foi o resultado de ter sido atingido pelo carro de Keanu Reeve quando trabalhava). "Eles não pensam como nós. Brigas irrompem de repente. Muitas das pessoas envolvidas no ramo vão questionar o que esses pirralhos estão fazendo por aqui".

Até mesmo as celebridades parecem perplexas com a presença dos garotos. Um vídeo na TMZ documentou a atriz Rose McGowan quando esta deixava um restaurante e descobria estar sendo fotografada por Austin. "O que há de errado com esta cidade?", perguntou ela. Austin continuou batendo algumas fotos de uma McGowan nitidamente incomodada, enquanto ela entrava no seu carro. "Isso é tão errado!", exclamou ela.
Inicialmente, os pais de Blaine e Austin acharam o mesmo. "No início fiquei apreensivo", diz Hewison. "Não gostei da idéia de o meu filho sair por aí com um bando de paparazzi. Mas acabei gostando de vários deles. Eu ficaria feliz em convidar alguns para um jantar em nossa casa".
Jane Sieberts, a mãe de Austin, que é fabricante de mobílias e tem pouco mais de 50 anos de idade, diz. "Apóio bastante o meu filho. Ele é um garoto realmente brilhante. Austin é cuidadoso e correria o mesmo risco de se machucar nos esportes escolares".

Ambos os garotos dizem que "vão às aulas" duas vezes por semana, indo até a Escola de Estudos Independentes City of Angels para entregar provas e deveres que fizeram em casa (ambos se matricularam na escola antes de abraçarem a carreira de fotógrafo).
Isso permite que eles tenham tempo livre para tirar fotos durante o dia, enquanto andam de bicicleta e de skate na área de Sunset Plaza e outros pontos quentes perto de suas casas. À noite, os pais atuam como motoristas particulares. Hewison instalou um DVD portátil no seu Porsche 911 para aguardar enquanto Blaine termina o trabalho.

"Saio de casa todos os dias", disse Austin durante uma recente conversa no quarto da mãe, com os olhos azuis grudados no videogame Halo 3. "Começo das 9h às 12h30. Depois disso faço um intervalo e volto a trabalhar das nove da noite até quando for necessário".

"Blaine raramente sai de casa", acrescenta rapidamente. "Eu saio com uma freqüência três vezes maior".

Blaine e Austin, amigos há oito anos, sempre tentaram superar um ao outro nos esportes, mas a rivalidade profissional entre os dois é mais intensa. Os dois inicialmente trabalharam juntos em um website, o pintsizepaparazzi.com, mas desentendimentos entre os pais deles quanto aos negócios levou Austin a abrir o seu próprio site, o austinseye.com.

"Eu não apreciava a idéia de os dois trabalharem juntos, porque não sei quais são os objetivos de Blaine", afirma Siebert. "Austin é mais voltado para as fotos artísticas; ele não é um paparazzo. Então, chegamos a conclusão de que eles não deveriam estar tão ligados porque seguiriam rotas diferentes".
Os garotos não perdem tempo em apontar a diferença entre os seus trabalhos. "O meu estilo é melhor", garante Blaine. "As minhas fotos têm um traço mais artístico. Elas não são tão posadas".

Quando lhe perguntaram qual dos dois é o melhor fotógrafo, Austin abateu cinco competidores no Halo 3 antes de responder: "O que você acha?".

Embora sejam profissionalmente rivais, os garotos garantem que são "os melhores amigos para sempre". E certas pessoas da área de entretenimento querem ter certeza disso.

"Eles podem contar com o acesso a Hollywood, com os trabalhos após a escola, mas para mim tudo isso é pano de fundo", afirma Jeffrey Wank, um agente de talentos que leu uma notícia na imprensa sobre Blaine e Austin, e fez um acordo com os dois para que participassem de um reality show com a produtora World of Wonder, que produziu séries como "Tori & Dean: Inn Love" e "Wife, Mom, Bounty Hunter".

"O cerne disso está nas personalidades de Blaine e Austin, e no relacionamento entre os dois", afirma Wank. "É em torno disso que gira esta história".

Até o momento, os dois garotos não enxergam um lado sombrio nessa narrativa - apenas uma chance para polir a própria fama e para ficar na rua até tarde durante os dias de semana. "Ah, veja. Lá vem Blaine. Atrasado de novo", diz Austin enquanto aguarda em frente ao Mr. Chow's, um restaurante popular de Beverly Hills, ao ver o amigo chegando. "E lá vem o estúpido Josh".
Josh Dempsey, 15, recentemente assumiu o lugar de Austin na Pint Size Paparazzi, e atualmente faz vídeos para o website. Austin o saúda com dois tapinhas no braço.

"Juro que detesto esse cara", diz Josh a Blaine.

Blaine coloca algumas mechas do cabelo louro embaraçado debaixo do seu boné do Los Angeles Dodgers, e muda de assunto.

"Hoje tirei uma foto de Jaime Pressly", conta Blaine.

"Foi a pior foto do mundo", critica Austin.

"Não ficou tão ruim assim", retruca Blaine.

"Não, não ficou tão ruim", admite Austin.

Neste momento ele vê um carro familiar e sai correndo atrás do veículo. Mas o utilitário esportivo não é dirigido por nenhuma celebridade: é o seu pai, chegando para buscá-lo.
Austin não diz aonde vai. Só conta que vai tirar uma foto "exclusiva" da atriz Drew Barrymore. Ele se encontrará com os amigos mais tarde, durante a noite?

"Sim", responde Austin.

"Não", diz o pai antes de arrancar com o carro. "Ele vai para a cama".

Tradução: UOL