quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Quem matou a Taís?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Se eles soubessem o que falavam....

“Penso que há talvez no mundo um mercado para 5 computadores”
Thomas Watson, presidente da IBM, 1943

“Viajei por todos os lados neste país, e posso assegurar-lhes que processamento de dados é uma ilusão que não perdura até o fim do ano”
O editor encarregado de livros técnicos da Prentice Hall, 1957

“Tá bom, mas… para que serve?”
Engenheiro da Divisão de Sistemas de Computação Avançada da IBM, em 1968, comentando sobre o microchip.

“Não há nenhuma razão para que alguém queira ter um computador em casa”
Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp., 1977

“Este ‘telefone’ tem inconvenientes demais para ser seriamente considerado um meio de comunicação. Esta geringonça não tem nenhum valor para nós”
memorando interno da Western Union, 1876.

“A caixa de música sem fio não tem nenhum valor comercial imaginável. Quem pagaria para ouvir uma mensagem enviada a ninguém em particular?”
Sócios de David Sarnoff em resposta a sua consulta urgente sobre investimentos em rádio nos anos 20.

“O conceito é interessante e bem estruturado, mas para merecer uma nota melhor do 5, a idéia deveria ser viável”
Um professor da Universidade de Yale em resposta a uma tese de Fred Smith propondo um serviço confiável de malote. (Smith viria a ser o fundador da Federal Express Corp.)

Quem se interessaria em ouvir os atores falar?”
H.M. Warner, Warner Brothers, no auge do cinema mudo, 1927.

“Estou feliz por ser o Clark Gable a quebrar a cara e não o Gary Cooper”.
Gary Cooper, a respeito de sua decisão de não interpretar o papel principal em “… e o vento levou”

“Nós não gostamos do som deles, e música de guitarra está em franco desaparecimento”
Decca Recording Co., ao rejeitar os Beatles, 1962.

“Máquinas mais pesadas do que o ar são impossíveis”
Lord Kelvin, presidente da Royal Society, 1895.

“Se eu tivesse pensado a respeito disso, eu não teria feito a experiência. A literatura está cheia de exemplos mostrando que isso não pode ser feito”
Spencer Silver, a respeito de seu projeto que culminou com os adesivos “Post-It” da 3M.

“Então nós fomos para a Atari e dissemos: ‘Hei, nós fizemos essa coisa engraçada, construída com algumas peças de vocês; o que vocês acham de nos financiar? Ou então nós a damos para vocês. Nós só queremos produzi-la. Paguem nossos salários e nós trabalharemos para vocês’. E eles disseram ‘não’. Então nós fomos para a Hewlett-Packard, e eles disseram: ‘Nós não queremos vocês. Vocês nem terminaram a faculdade’”.
Steve Jobs, fundador da Apple Computer Inc., na tentativa de atrair o interesse da Atari e da HP no computador pessoal projetado por ele e por Steve Wozniak’s.

“O professor Goddard não conhece a relação entre ação e reação e a necessidade de ter algo melhor do que o vácuo contra o qual reagir. Ele parece não ter o conhecimento básico ensinado diariamente em nossas escolas secundárias”
Editorial do New York Times em 1921 a respeito do estudo revolucionário de Robert Goddard sobre os foguetes.

“Broca para petróleo? Você quer dizer furar o chão para encontrar petróleo? Você está louco”
Operários que Edwin L. Drake tentou contratar para seu projeto de prospecção de petróleo em 1859.

“A bolsa alcançou um teto que parece permanente”
Irving Fisher, Professor de Economia, Yale University, 1929.

“Aviões são brinquedos interessantes mas sem nenhum valor militar”
Marechal Ferdinand Foch, Professor de estratégia, Ecole Supérieure de Guerre, Paris.

“Tudo que podia ser inventado já o foi”
Charles H. Duell, Diretor, Departamento de Patentes dos Estados Unidos, 1899.

“A teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula”
Pierre Pachet, Professor de Fisiologia em Toulouse, 1872.

“640 Kb é mais do que suficiente para qualquer um”
Bill Gates, 1981

Dica de filme

"Tropa de Elite" leva 180 mil aos cinemas

É o melhor desempenho do ano do eixo Rio-SP em média de público por sala

Em números absolutos, todavia, filme de José Padilha ficou atrás de "A Grande Família", que atraiu 290 mil pessoas na estréia

Folha de São Paulo

Apesar da pirataria pré-estréia, "Tropa de Elite" teve bom desempenho no primeiro final de semana nos cinemas. Lançado com 140 cópias em 171 salas, o polêmico filme foi visto por cerca de 180 mil pessoas no Rio e em SP, segunda sua distribuidora, a Paramount.
Foi a melhor estréia deste fraco ano do cinema nacional, considerando a média de público por sala no eixo Rio-São Paulo. Nessa comparação, o longa de José Padilha superou em 48% a abertura de "A Grande Família", maior público um filme nacional em 2007 (2 milhões de pessoas). Em números absolutos, no entanto, a versão da série de TV foi melhor quando entrou em cartaz -teve quase 290 mil espectadores no país, com 246 cópias.
"Tropa" foi bem também em comparação ao lançamento de outros blockbusters nacionais nos mesmo Estados: 90% melhor do que "Cidade de Deus", 46% acima de "2 Filhos de Francisco" e apenas 38% abaixo de "Carandiru", dono da melhor estréia desde a retomada da produção cinematográfica brasileira, na década de 90.
O resultado foi bem recebido pelos produtores de "Tropa", que não sabiam o que esperar diante do alcance da pirataria. Segundo projeção do Datafolha, só em SP, o filme foi visto antes da estréia, em DVD pirata, por 1,5 milhão de pessoas.
"O bom resultado deste primeiro fim de semana mostra que existe interesse do público por filmes brasileiros", afirmou o diretor do longa, José Padilha, por meio da assessoria.
A pirataria fez com que a estréia de "Tropa" fosse antecipada duas vezes. Prevista para novembro, foi remarcada para 12/10. Na semana passada, a Paramount decidiu estrear já no dia 5 no Rio e em São Paulo. Nesta sexta, acontece o lançamento nacional, e o longa passará a ocupar 300 salas.
Com Wagner Moura, o filme retrata o cotidiano do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PM do Rio.

Adolescentes no mundo sombrio dos paparazzi de Hollywood

The New York Times
Mayrav Saar


De pé em meio a uma multidão de paparazzi em sua maioria mal-humorados, com roupas amarfanhadas e expressões cansadas, ele balança o corpo para frente e para trás, usando tênis, aguardando pela sua oportunidade nesta noite fria de obter uma foto valiosa de Justin Timberlake, Hayden Panettiere ou de qualquer outro indivíduo cobiçado pelos tablóides que estiver participando da festa lá dentro.
Os outros fotógrafos mal tinham notado a presença de Lady Victoria Hervey, uma socialite britânica muito procurada pela imprensa inglesa, quando Blaine correu até a linha de frente, tirando uma foto. E, ao contrário dos outros paparazzi, ele não precisou gritar o nome dela para chamar a atenção da mulher.

"Você é tão novo!", exclamou Lady Victoria em meio a um pipocar de luzes de flashes. "Deveria estar dormindo. Onde estão os seus pais?".

Em uma era na qual até mesmo as imagens mais mundanas dos não muito famosos são material de consumo de revistas e websites, quase todo mundo que possui uma câmera, ao que parece, é capaz de ganhar a vida como fotógrafo de celebridades. Até mesmo dois garotos que ainda não começaram a fazer a barba.
Desde fevereiro, Blaine, 15, e o seu melhor amigo, Austin Visschedyk, 14, passam as noites rondando clubes noturnos, restaurantes e festas particulares, à espreita de pessoas como Britney Spears, Lindsay Lohan e Paris Hilton, declarando-se os paparazzi mais jovens neste ramo de negócios.

"Essas pessoas ficam bastante chocadas ao nos ver", diz Blaine, um fotógrafo amador magro e de voz suave que tem a sua própria companhia fotográfica, a Pint Size Paparazzi.

De certa forma, os garotos são mais um exemplo dos jovens precoces de Hollywood, que seguem os sonhos do show-business de forma meio antecipada. Porém, sob outro ângulo, eles podem ser inocentes despreparados, colidindo com uma das facetas mais duras da indústria do entretenimento.
Austin conta que há alguns meses a cantora Erykah Badu arrancou a câmera das mãos deles e apagou todas as suas fotos. Recentemente Blaine foi derrubado por um segurança em frente a um restaurante. Ao ser arremessado no chão, ele tentou argumentar com o guarda que era apenas um garoto.

"Por que você disse isso a ele?", questionou um cinegrafista adulto, quando Blaine contou essa história durante um evento de gala. "Não existe nenhuma inocência no mundo dos paparazzi, colega. Eu lhe disse, se você ultrapassar os limites, está perdido, entra no lado negro do negócio".

Como moradores de West Hollywood, lugar cheio de celebridades, os garotos se beneficiaram da sua exposição diária a figuras famosas. Quando estava na segunda série, Blaine fotografou David Spade correndo em volta da casa (o ator chamou-o de "paparazzo insignificante"). Sete meses atrás, os garotos perceberam que podiam lucrar com essa proximidade, e Austin, o mais comunicativo dos dois, sugeriu ao pai de Blaine que comprasse uma câmera de US$ 6.000 para o filho.

"A princípio não concordei", recorda Robert Hewison, 36, dono de uma companhia de produção cinematográfica. Mas ele acabou cedendo, e os garotos pegaram os seus skates e saíram vasculhando as imediações das casas das celebridades - Christina Aguilera, David e Victoria Beckham e Jenna Jameson - na esperança de ganhar dinheiro, ou, talvez, fazer algumas amizades famosas.

"Vou seguir esta tendência até onde for capaz", afirma Blaine, exibindo a sua V800. "Mais do que tirar fotos das celebridades, quero ser amigo delas. Eu gostaria de participar das festas delas".

Austin vendeu fotos para o jornal "The Daily News", de Nova York, e para a revista "OK!", entre outras publicações, enquanto Blaine obteve US$ 500 em uma exposição local de arte com uma foto de Britney Spears fazendo um sinal obsceno com o dedo médio.

"O que me impressionou originalmente a respeito deles foi o fato de ambos terem um bom olho para a fotografia", diz Brad Elterman, dono da Buzz Foto, uma agência que negocia fotos de celebridades.

Inicialmente, Elterman - que tinha 16 anos de idade quando vendeu a sua primeira fotografia de Bob Dylan - disse que os garotos faziam com que ele se lembrasse de si próprio. "Eles têm uma aparência tão comum de garotos de subúrbios norte-americanos, que fizeram com que eu me lembrasse de um filme de Spielberg", afirma Elterman.
"Quando vendi uma das fotos tiradas por Austin de Kim Kardashian, a maliciosa confidente de Hilton, para a TMZ.com, o editor de fotografia me telefonou e disse que aquela era a melhor foto de Kardashiam que ele já vira. Eu estou no ramo há três décadas, e nunca antes um editor de fotografia me ligou para fazer tal comentário a respeito de uma foto", conta Elterman.
Mas Elterman não representa mais os dois garotos. "Eu quero dormir tranqüilo à noite", diz ele. "Se algo acontecesse a um desses meninos, eu não sei o que faria".
Outros profissionais ficam perturbados ao verem Blaine e Austin, dois alunos de segundo grau, circulando em frente a clubes noturnos com equipamentos que valem de milhares de dólares pendurados no pescoço.

"Estou inteiramente convicto de que eles não deveria estar fazendo tal coisa", afirma Alison Silva, 27, um fotógrafo cujo braço está engessado (segundo ele isso foi o resultado de ter sido atingido pelo carro de Keanu Reeve quando trabalhava). "Eles não pensam como nós. Brigas irrompem de repente. Muitas das pessoas envolvidas no ramo vão questionar o que esses pirralhos estão fazendo por aqui".

Até mesmo as celebridades parecem perplexas com a presença dos garotos. Um vídeo na TMZ documentou a atriz Rose McGowan quando esta deixava um restaurante e descobria estar sendo fotografada por Austin. "O que há de errado com esta cidade?", perguntou ela. Austin continuou batendo algumas fotos de uma McGowan nitidamente incomodada, enquanto ela entrava no seu carro. "Isso é tão errado!", exclamou ela.
Inicialmente, os pais de Blaine e Austin acharam o mesmo. "No início fiquei apreensivo", diz Hewison. "Não gostei da idéia de o meu filho sair por aí com um bando de paparazzi. Mas acabei gostando de vários deles. Eu ficaria feliz em convidar alguns para um jantar em nossa casa".
Jane Sieberts, a mãe de Austin, que é fabricante de mobílias e tem pouco mais de 50 anos de idade, diz. "Apóio bastante o meu filho. Ele é um garoto realmente brilhante. Austin é cuidadoso e correria o mesmo risco de se machucar nos esportes escolares".

Ambos os garotos dizem que "vão às aulas" duas vezes por semana, indo até a Escola de Estudos Independentes City of Angels para entregar provas e deveres que fizeram em casa (ambos se matricularam na escola antes de abraçarem a carreira de fotógrafo).
Isso permite que eles tenham tempo livre para tirar fotos durante o dia, enquanto andam de bicicleta e de skate na área de Sunset Plaza e outros pontos quentes perto de suas casas. À noite, os pais atuam como motoristas particulares. Hewison instalou um DVD portátil no seu Porsche 911 para aguardar enquanto Blaine termina o trabalho.

"Saio de casa todos os dias", disse Austin durante uma recente conversa no quarto da mãe, com os olhos azuis grudados no videogame Halo 3. "Começo das 9h às 12h30. Depois disso faço um intervalo e volto a trabalhar das nove da noite até quando for necessário".

"Blaine raramente sai de casa", acrescenta rapidamente. "Eu saio com uma freqüência três vezes maior".

Blaine e Austin, amigos há oito anos, sempre tentaram superar um ao outro nos esportes, mas a rivalidade profissional entre os dois é mais intensa. Os dois inicialmente trabalharam juntos em um website, o pintsizepaparazzi.com, mas desentendimentos entre os pais deles quanto aos negócios levou Austin a abrir o seu próprio site, o austinseye.com.

"Eu não apreciava a idéia de os dois trabalharem juntos, porque não sei quais são os objetivos de Blaine", afirma Siebert. "Austin é mais voltado para as fotos artísticas; ele não é um paparazzo. Então, chegamos a conclusão de que eles não deveriam estar tão ligados porque seguiriam rotas diferentes".
Os garotos não perdem tempo em apontar a diferença entre os seus trabalhos. "O meu estilo é melhor", garante Blaine. "As minhas fotos têm um traço mais artístico. Elas não são tão posadas".

Quando lhe perguntaram qual dos dois é o melhor fotógrafo, Austin abateu cinco competidores no Halo 3 antes de responder: "O que você acha?".

Embora sejam profissionalmente rivais, os garotos garantem que são "os melhores amigos para sempre". E certas pessoas da área de entretenimento querem ter certeza disso.

"Eles podem contar com o acesso a Hollywood, com os trabalhos após a escola, mas para mim tudo isso é pano de fundo", afirma Jeffrey Wank, um agente de talentos que leu uma notícia na imprensa sobre Blaine e Austin, e fez um acordo com os dois para que participassem de um reality show com a produtora World of Wonder, que produziu séries como "Tori & Dean: Inn Love" e "Wife, Mom, Bounty Hunter".

"O cerne disso está nas personalidades de Blaine e Austin, e no relacionamento entre os dois", afirma Wank. "É em torno disso que gira esta história".

Até o momento, os dois garotos não enxergam um lado sombrio nessa narrativa - apenas uma chance para polir a própria fama e para ficar na rua até tarde durante os dias de semana. "Ah, veja. Lá vem Blaine. Atrasado de novo", diz Austin enquanto aguarda em frente ao Mr. Chow's, um restaurante popular de Beverly Hills, ao ver o amigo chegando. "E lá vem o estúpido Josh".
Josh Dempsey, 15, recentemente assumiu o lugar de Austin na Pint Size Paparazzi, e atualmente faz vídeos para o website. Austin o saúda com dois tapinhas no braço.

"Juro que detesto esse cara", diz Josh a Blaine.

Blaine coloca algumas mechas do cabelo louro embaraçado debaixo do seu boné do Los Angeles Dodgers, e muda de assunto.

"Hoje tirei uma foto de Jaime Pressly", conta Blaine.

"Foi a pior foto do mundo", critica Austin.

"Não ficou tão ruim assim", retruca Blaine.

"Não, não ficou tão ruim", admite Austin.

Neste momento ele vê um carro familiar e sai correndo atrás do veículo. Mas o utilitário esportivo não é dirigido por nenhuma celebridade: é o seu pai, chegando para buscá-lo.
Austin não diz aonde vai. Só conta que vai tirar uma foto "exclusiva" da atriz Drew Barrymore. Ele se encontrará com os amigos mais tarde, durante a noite?

"Sim", responde Austin.

"Não", diz o pai antes de arrancar com o carro. "Ele vai para a cama".

Tradução: UOL

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Amizade

Orgasmo



Quem disse que os homens não sabem usar a máquina de lavar?





Última notícia de Lisboa

"Gêmeo tenta se suicidar e mata irmão por engano."


Obrigado, Mamãe!



segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Você é o que você assiste

A audiência de massa se ramificou há muito tempo; hoje os espectadores se dividem em tribos com seus próprios rituais e ritos de passagem

por New York Times


"O que você assiste?" não é mais uma forma preguiçosa de redirecionar uma conversa aborrecida. As perguntas sobre programas preferidos tornaram-se cheias de significado; o assunto é tão íntimo, revelador e potencialmente incômodo quanto falar sobre sua renda pessoal.

A era da televisão é rica e exigente. Hoje as opções são abundantes, fragmentadas e boas. E decidir entre centenas de canais, ofertas "on demand", DVR, downloads da internet e iPhones exige tanta pesquisa, planejamento e dedicação que os espectadores se tornaram exclusivos em suas opções. Formam-se alianças, assim como antipatias. O esnobismo se enraíza. As preferências tornam-se totêmicas. A audiência de massa se ramificou há muito tempo; hoje os espectadores se dividem em tribos com seus próprios rituais e ritos de passagem.

Algumas pessoas juram fidelidade a "Mad Men", a elegante e meditativa série passada no mundo da publicidade da Madison Avenue no final do governo Eisenhower. Outros acham a estética do programa limitadora e tendenciosa demais, e afirmam que a melhor novidade do verão foi "Damages", a série de suspense jurídico com Glenn Close na FX. E até esta causou rixas entre os que vibram com o estrelismo de Close e os que acham o enredo complicado demais e cheio de tragédias.

"Lost", da ABC, ainda encontra devotos, mas o momento das massas passou para "Heroes", que tem mística com menos camadas de mistificação. Até algumas pessoas que dizem não assistir televisão fazem uma exceção para "The Wire", na HBO. "Prison Break" na Fox tem um público pequeno mas apaixonado, como também "Project Runway", da Bravo. Na NBC, "The Office" é uma das melhores comédias da TV, mas os exigentes demais afirmam que não se compara à versão original britânica estrelada por Ricky Gervais. "30 Rock" tem uma base de fãs fervorosa, mas exclui o público que não acompanha a Page Six [revista de fofocas]. Além disso, muita gente jurou que não assiste mais a séries cômicas depois que a Fox cancelou "Arrested Development".

Torre de Babel

Um programa favorito é uma dica de personalidade, gosto e sofisticação, assim como foi a música antes que se tornasse virtualmente grátis e consumida igualmente por faixas individuais ou por artistas. Os dramas ficaram mais complexos; muitos dos melhores são serializados e exigem tempo e assistência seqüencial. No mínimo, a televisão tornou-se mais próxima da literatura, inspirando algo semelhante às confrarias que se formam em torno dos autores que as pessoas dizem que levariam para a proverbial ilha deserta. (As que dizem "Ulisses", pois ocuparia mais tempo que quase qualquer outro romance, provavelmente também levariam "The Wire".)

Alguns eventos são suficientemente importantes para atrair a atenção de todo mundo: o final enigmático de "Os Sopranos" ou um crime cometido por uma celebridade. Mas principalmente a televisão é uma Torre de Babel desmoronada, fragmentos esparsos de conversa sobre uma infinidade de programas. Os apresentadores de programas de entrevistas e os críticos de mídia debatem se "Kid Nation" -um "reality show" exibido pela CBS que coloca jovens numa experiência de aprendizado de 40 dias no estilo "Outward Bound/ O Senhor das Moscas"- constitui abuso de menores. Em escala menor, as suburbanas traficantes de "Weeds" no Showtime e a apologia da tortura em "24" da Fox, e até o mundo avançado do ainda inédito "Pushing Daisies" da ABC incendeiam discussões em blogs, salões de cabeleireiro, jantares e até em cidades universitárias, onde cada vez menos gente declara que nunca assiste televisão.

Isso não significa que a era da televisão em rede como experiência nacional compartilhada, por exemplo, quando todo mundo assistia a "Roots" ou "Dallas", terminou. Alguns programas, mais notavelmente "American Idol", reúnem um público enorme, cuja maioria é jovem o suficiente para nunca ter ouvido falar em Ed Sullivan ou lembrar do tempo em que você podia assistir a "Bonanza" só às 21hs de domingo ou esperar por uma reprise no verão. Mas são as séries menos conhecidas que inspiram os fiéis mais fervorosos. Os fãs derrubaram o veto da CBS a "Jericho" na última primavera, trazendo-a de volta depois que a rede a cancelou por causa da baixa audiência. Nessa paisagem de mídia balcanizada, os espectadores buscam e guardam zelosamente suas descobertas onde quer que as encontrem.

Não é um salto evidente de "Os Sopranos" para o canal Sci-Fi, mas uma amiga que ficou arrasada quando a série da HBO terminou foi atraída pela nova encarnação de "Battlestar Galactica", um seriado "cult" sobre uma frota de naves espaciais que tenta escapar da raça de robôs Cylons e encontra refúgio numa colônia perdida e fabulosa conhecida como Terra.

Ficção-científica é uma coisa: "Battlestar Galactica" tem cachê intelectual.

"Os humanos são pagãos politeístas e os robôs são monoteístas, cuja 'jihad' divina é contra os humanos (apesar de os robôs saberem que foram criados por eles)", explicou Anthony Gottlieb, autor de "The Dream of Reason: A History of Philosophy from the Greeks to the Renaissance" [O sonho da razão: uma história da filosofia dos gregos ao Renascimento], por meio de seu Blackberry, de uma área de recepção de bagagens num aeroporto. "Existe uma curiosa mistura de alta tecnologia com superstição e fundamentalismo escritural (o que, interessantemente, sugere que a religião é inextinguível, como dizem hoje com crescente freqüência os teóricos do secularismo)."

Gottlieb gosta de quebra-cabeças filosóficos ("Alguns robôs pensam que são humanos, e alguns humanos temem que possam ser robôs"), assim como do modo como o programa alterna suas simpatias entre a democracia e a ditadura. Ele realmente só faz uma objeção. "Tem muito romance, mas isso me aborrece", sugere. "Menos beijos e mais mortes é um freqüente refrão interior meu."

Neste verão, "Mad Men" marcou meu mundo com círculos cada vez maiores de especialização. Ficamos fascinados pelo visual cor-de-âmbar do início dos anos 1960, quando os homens tomavam martínis no almoço e as donas-de-casa fumavam nas reuniões de pais e mestres, e a batalha entre os sexos mal tinham começado. Michael Hainey, o editor-assistente da revista "GQ", está encantado pelo modo como a série capta com minúcia os detalhes de um momento perdido de superconfiança americana. "É uma peça de época que é sobre hoje", explicou Hainey. Ele também gosta do visual e do clima, que descreveu como "uma mistura de 'The Appartment' com 'O Espião que Veio do Frio'".

Outros amigos são viciados em "The Closer" na TNT e imitam o sotaque sulista de Kyra Sedgwick ("thankyousoverymu-uu-ch"). Quase todo mundo que conheço assiste a alguma forma de "Law & Order" em algum momento da semana. Como espectadora profissional, assisto às reprises de Jerry Orbach para limpar o paladar, algo leve e tranqüilizador entre fitas para resenhar.

Hábitos vergonhosos

A geração DVR não sabe o que significa uma nova temporada de outono ou televisão com hora marcada. Sei disso porque tenho uma filha de 14 anos que às vezes consente em servir de embaixatriz do Planeta Juventude. "Não existe um programa na moda", ela declarou recentemente. "Todo mundo assiste a coisas diferentes. Não posso ajudá-la." (Mas ela deu algumas dicas: a garotada "esperta" vê "House" e "The Office", enquanto as meninas adolescentes que não temem parecer "lobotomizadas", como ela diz, vêem "Grey's Anatomy".)

Os adolescentes não são os únicos com hábitos vergonhosos escondidos no armário. A maioria das pessoas tem programas que só admite assistir depois de um preâmbulo autocrítico que mostra como ela é encantadoramente eclética, e não apenas uma lúmpen-espectadora. As pessoas tornaram-se curadoras de seu consumo televisivo, buscando explicações amplas para continuarem sintonizando "American Idol" (antropologia cultural) ou o Nascar (apenas antropologia).

Programas mais alternativos, como "Mythbusters" no Discovery Channel ou mesmo "Timeless Romance Jewelry" no QVC, não são embaraçosos; recaem na categoria de distração extravagante.

As produções para o mercado de massa são mais difíceis de explicar.
Muitas pessoas do departamento de cultura deste jornal nunca vêem televisão, a menos que seja uma adaptação de uma novela de George Eliot no "Obras-Primas do Teatro". Mas um dos editores mais inteligentes que conheço certa vez admitiu, depois de alguns drinques, que ia a seu escritório quando não havia ninguém por perto para assistir a "Reba". Eu sou paga para assistir televisão e me orgulho de ter um aparelho de TV ligado o tempo todo, como uma espécie de chama eterna, um memorial a todos os programas que foram cancelados. O código de honra do crítico é "nenhum programa será deixado para trás".

Não me envergonho de dizer que tento nunca perder "Mad Men", "Curb Your Enthusiasm", "30 Rock" e também "House" e "Sleeper Cell." Tenho mais dificuldade para admitir que às vezes gravo "NCIS" e "Jag".

Antes da Internet, dos iPhones e "flash drives", as pessoas debatiam quem curtia os Pixies quando ainda eram uma banda de garagem ou quem conseguia ir mais fundo na defesa dos méritos de Oasis versus Blur. Hoje, a não ser pelos aficionados linha-dura do rock, é mais provável que a especialização se concentre em torno de uma série de televisão -como pistas metafísicas embutidas em "Lost", se a atual "Battlestar Galactica" é uma afronta ao original de 1978 (alguns bloggers referem-se ironicamente à atual encarnação como "Gino", abreviação de "Galactica in name only" [Galactica só no nome]), ou que descobriram "Flight of the Conchords" quando era um grupo de comediantes que fazia shows, e não uma série da HBO.

A televisão costumava ser rejeitada pelos elitistas como a caixa de burrice, um mar de mediocridade que afoga o pensamento e o debate inteligente. Hoje as pessoas que ignoram suas poças e marés de excelência o fazem sob seu próprio risco. Elas estão perdendo o assunto principal da conversa em sua mesa.


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Enterra ou Não Enterra?

Um velório na Bahia virou caso de polícia. A Polícia Civil de Ilhéus (429 km de Salvador) ouviu ontem o dono da funerária Árvore da Vida, Sivaldo de Jesus, acusado de retirar o corpo do aposentado Carlos Antonio da Silva Bonfim de dentro do caixão, durante velório há três semanas, sob a alegação de que a família não teria R$ 210 para a primeira prestação do caixão -o valor total, R$ 630, foi dividido em três vezes.
Filha do aposentado, Karina Oliveira Bonfim disse que seu pai estava sendo velado na sala de casa quando um funcionário da funerária cobrou a primeira prestação.
"No dia anterior, eu havia ido à funerária e acertado os detalhes do pagamento. Foi muita humilhação ver o funcionário da empresa tirar o corpo do meu pai do caixão e colocá-lo em cima da cama. E ele só colocou na cama porque apelamos muito, ele queria colocar o corpo no chão."
Bonfim morreu de parada cardíaca no dia 14 e enterrado no dia seguinte. A família comprou, por R$ 500, um caixão de outra empresa.
Em depoimento, Avelino negou ter mandado retirar o caixão. À Folha ele disse que foi "armação" de um concorrente que ofereceu um caixão mais barato, o que teria feito a família desistir do pagamento.
"Não houve má-fé. Estávamos com os cheques pré-datados." Segundo a polícia, a funerária é investigada sob suspeita de perturbar e atrasar o velório.

Folha de São Paulo


Pedreiro é flagrado transando com um muro

por Renê Moreira

Uma cena no mínimo muito estranha foi presenciada na madrugada desta sexta-feira por uma dona-de-casa de Franca. Ao ouvir um barulho no quintal de sua casa, levantou da cama e foi ver o que acontecia. Teve então uma tremenda surpresa ao se deparar com o vizinho, um pedreiro de 59 anos, transando com o muro.

A cena deixou a mulher perplexa e de imediato ela acionou a polícia. Ela contou que o vizinho, A.G.M, estava com suas partes íntimas de fora penetrando um buraco no muro, sussurrando e acariciando a parede bastante áspera. O mais incrível é que levado ao plantão policial, o acusado confessou tudo e garantiu que estava arrependido.

Já a mulher contou que há tempos vinha desconfiando dos comportamentos estranhos do vizinho, que teria mexido com sua filha de apenas dez anos há poucos dias quando a mesma voltava de uma padaria. Entretanto, ela diz que não esperava nunca ter visto uma cena tão grotesca como a que presenciou no muro que divide sua casa com a do pedreiro, na rua Egídio de Castro Oliveira,
no Jardim Aeroporto.

O escrivão de polícia Rogério Primo contou que o acusado já esteve preso por atentado violento ao pudor. Dessa vez acabou indiciado por importunação ofensiva ao pudor e liberado algumas horas depois e, ao contrário do que se imagina, não apresentava sinais de qualquer tipo de distúrbio mental.

Antes de deixar a delegacia, durante o período em que permaneceu no local, o pedreiro ficou de "castigo" lendo um livro religioso sobre direitos humanos que fica plantão policial. E ao deixar o distrito garantiu ter aprendido muito com a obra. De todo modo será investigado pela polícia, que quer saber se ele não está envolvido em algum outro crime de ordem sexual registrado na região.

Cara de um, focinho do outro...







Marido moderno

Sabem o que é um marido DVD?
É aquele que se Deita, Vira e Dorme.
E um marido DVD-R?
É aquele que Deita, Vira, Dorme e Ronca.
E um marido CD?
É o marido que só Come e Dorme.
Aí uma amiga retrógrada me falou:

Que saudades dos bons e antigos maridos VHS...
VÁRIAS HORAS DE SEXO!

Quem agüenta tudo isso?

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio...
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.
Todos os dias deve -se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam na digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cinquenta vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta, já são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.
Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal.
Tchau....
Se sobrar um tempinho aí, me manda um e-mail.

Autor: Luís Fernando Veríssimo

Recebi por e-mail, não sei se o autor, é mesmo o Luis Fernando Veríssimo.
Obrigada, Daniela!

domingo, 30 de setembro de 2007

À procura da felicidade

Dica de filme

Christopher Smith e seu pai, Will Smith, representam filho e pai em um filme sobre a responsabilidade de um pai para com seu filho e sua luta para não virar sem-teto. A performance sensível de Will Smith no papel de um homem -- baseado num personagem verídico -- que supera obstáculos tremendos para reivindicar seu direito a participar do sonho americano.


Software para vídeos exige conexão rápida e muito espaço em disco

Software para vídeos exige conexão rápida e muito espaço em disco

Folha de S. Paulo

Ter acesso à maior parte do conteúdo de televisão que existe na internet não sai barato, principalmente se o telespectador quiser se entreter sem soluços na transmissão: o Joost, por exemplo, pede uma conexão de banda larga de, no mínimo, 1 Mbps para download, além de 500 Mbytes de disco rígido e placa de vídeo de 32 Mbytes.
Apesar da exigência de banda, dá para experimentar o Joost com conexões mais lentas. Se a transmissão engasgar muito, apele para o Pause e espere um pouco. O programa não ocupa os 500 Mbytes no disco; são cerca de 35 Mbytes quando instalado. Apesar de a transmissão ser por streaming, o software precisa de espaço para o arquivo exibido, que vem por download.
Aí mora outro problema para parte dos assinantes de banda larga. Uma hora de programação do Joost baixa 320 Mbytes de dados. Alguns planos de banda larga possuem um limite de tráfego mensal, e passar desse limite pode significar uma surpresa desagradável na conta no fim do mês.
É importante verificar qual é o seu plano; a dica serve para todas as pessoas que pretendam experimentar qualquer software de TV pela internet.
Já quem vai apostar em programas que buscam e baixam conteúdo (caso do Miro e do Zuve), um disco com bastante espaço é indicado, ainda mais se o objetivo for assistir a conteúdos em alta definição. Um minuto nessa qualidade pode ter mais de 100 Mbytes.
Uma boa experiência com esses programas não demanda tanta banda, se o computador ficar baixando os arquivos enquanto não estiver em uso pelo internauta.
Os filmes em alta definição também pedem uma boa placa de vídeo. Na melhor qualidade (1.080p, o número de linhas exibidas), essa placa deve ter, no mínimo, 128 Mbytes.
E tem o monitor, claro. Para esses vídeos, a resolução da tela deve ser de 1.920x1.440 pixels. Para os em alta definição standard (780p), 1.024x768 pixels são suficientes; a diferença de qualidade também é notável.
Outro ponto a ser observado no monitor é o ângulo de visão: provavelmente você não vai assistir à TV sentado em frente ao computador, como no uso do dia-a-dia. Se o ângulo não for suficiente, a imagem fica confusa. Por isso, pense também em um aparelho com base flexível. Você pode apontá-lo para sua cama, por exemplo, e ter uma experiência mais confortável.
320
Mbytes é o tráfego de download em uma hora de transmissão via Joost

100
Mbytes pode ter um minuto de vídeo em alta definição

Lista traz ricos da tecnologia

Não importa quantos iPods e iPhones estejam sendo vendidos mundo afora: Bill Gates é o norte-americano mais rico do planeta -Steve Jobs, da Apple, aparece em 56º lugar.
A lista divulgada pela revista "Forbes" traz os donos das 400 maiores fortunas norte-americanas. As empresas de tecnologia aparecem bem representadas, tendo a Microsoft no topo do ranking (os bens de Gates são estimados em US$ 59 bilhões) e a Oracle, com os US$ 26 bilhões de Lawrence Ellison, em quarto lugar.
Os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, empatam na quinta colocação, com US$ 18,5 bilhões cada um. Michael Dell, que comanda a fabricante que leva seu nome, aparece em oitavo, com US$ 17,2 bilhões.
A Microsoft volta a figurar na 11ª colocação, sob o nome de Paul Allen e de sua fortuna de US$ 16,8 bilhões, e na 16ª colocação, com Steven Ballmer e seus US$ 15,2 bilhões. Pierre Omidyar, do eBay, é o 32º da lista (US$ 8,9 bilhões), logo acima de Rupert Murdoch e seu império News Corp., que lhe valeu US$ 8,8 bilhões.
A loja on-line Amazon pôs Jeffrey Bezos em 35º lugar, com US$ 8,7 bilhões. Mais atrás vem outro executivo do Google, Eric Schmidt, dono de US$ 6,5 bilhões e de um 48º lugar. Um pouco mais abaixo vem Steve Jobs e seus US$ 5,7 bilhões.
Ninguém com menos de US$ 1,3 bilhão conseguiu aparecer na lista, sinal de que, hoje em dia, ser milionário não está com nada -é preciso, no mínimo, ser bilionário. No ano passado, US$ 300 milhões foram suficientes para entrar no ranking.

Seriados impulsionam vendas de DVD nos EUA

Emissoras utilizam formato para transformar espectadores casuais em fãs leais

por CLAIRE ATKINSON
DO "NEW YORK TIMES"

Para acompanhar a série "Grey's Anatomy", da rede de TV ABC, Joanna Palmer, que jamais havia assistido a um episódio do programa lançado há dois anos, comprou a primeira temporada inteira em DVD. "Eu tinha um dia de folga e o passei assistindo, das 10h até as 17h30", conta Palmer, 34, funcionária da Victoria's Secret. Agora, planeja assistir a todos os episódios da nova temporada, que já estreou nos EUA. Palmer está em boa companhia. Ainda que as vendas de DVDs estejam em queda neste ano, as séries de TV em disco têm se saído melhor do que outras categorias. As vendas de temporadas completas são um dos raros pontos altos do mercado e registram crescimento real. Alguns programas, como "Família Soprano" e "Sex and the City", já venderam mais de US$ 300 milhões em DVDs. As cifras não são grandes, e as expectativas quanto ao formato são limitadas devido ao número crescente de alternativas, como baixar os episódios no computador. Mesmo assim, executivos das redes de TV ainda apostam no formato. "A melhor coisa sobre uma série de TV é que novos espectadores descobrem o programa a cada dia e decidem começar pela temporada 1", disse Sofia Chang, vice-presidente de marketing da HBO Video. John Miller, vice-presidente de marketing do NBC Universal Television Group, diz que DVDs não são vistos necessariamente como fontes de lucro para a rede, mas são considerados valiosos devido ao seu poder de transformar espectadores casuais em fãs leais. A NBC Universal fechou acordo com a cadeia de varejo Wal-Mart a fim de criar um pacote de meia temporada da série "Friday Night Lights", por US$ 9,99, com vídeos de promoção de um novo seriado, "Bionic Woman", incluídos.
Os DVDs mantêm vivas muitas séries que já encerraram sua passagem pelos televisores. Em julho, a Warner Home Video começou a distribuir em DVD "Babylon 5: The Lost Tales", com episódios inéditos do programa extinto.
Outubro marca o início do quarto trimestre, período de promoção mais pesada no calendário dos DVDs. No ano, as vendas de temporadas completas de séries registram alta de 6% em relação ao mesmo período em 2006, de acordo com a Nielsen VideoScan (ainda que o crescimento tenha caído, ante os 17% de alta registrados em 2006 sobre 2005). Os números são notáveis, especialmente porque as vendas gerais de DVDs caíram 7% no ano, enquanto o segmento de programas de TV em geral caía 1%.

Opinião por Clóvis Rossi

A novela das 8 e o escracho

SÃO PAULO - Quando escrevi que o Brasil (o Brasil político) se transformara no país do "deboche pronto", não podia imaginar que Gilberto Braga e Ricardo Linhares levariam idêntica percepção para o programa de maior audiência da TV brasileira, a novela das oito (no caso, "Paraíso Tropical", ainda por cima no capítulo final).
Para quem não viu, breve resumo: a trambiqueira e prostituta Bebel (vivida por Camila Pitanga) é a única da turma do "mal" que nem morre nem perde. Ao contrário, se dá bem. Como? Graças a se tornar amante de um senador. Bebel termina em uma sessão de CPI para investigar biocombustíveis (por acaso -ou não- o tema pelo qual o presidente Lula é assumidamente obcecado). A sessão vira circo, e a trambiqueira, gloriosa, posa para fotos e anuncia que vai aparecer na capa de uma revista.
Salvo erro de memória, nunca antes neste país uma novela apresentou o "retrato falado" de um político de forma tão explícita. Só faltou dar as iniciais, o R de Renan e o C de Calheiros.
Na era Collor, uma novela da Globo também tratara da podridão política do poder. Mas o tom era moralista (sem dar conotação crítica à palavra), indignado, de "isso-não-pode-continuar".
Na era Lula, o tom é de deboche, de "isso-não-tem-mais-jeito-mesmo". Não por acaso, Camila Pitanga, simpatizante de sempre do PT e de Lula, disse que "foi uma ótima solução dos autores colocar a Bebel no contexto político que também é cheio de roubalheira".
Sempre haverá um ou dois descerebrados para acusar os autores de "conspiração", técnica canalha para fugir dos fatos.
Os fatos, no entanto, provam, dia sim, outro também, que a política brasileira é um imenso escracho, um "Cambalache", aquele tango que diz "el que no llora no mama, y el que no afana es un gil" (otário, na gíria portenha).

Por UOL.