sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A dura percepção sobre a mulher no trabalho

Lisa Belkin

The New York Times

Não fique brava. Mas assuma o controle. Seja gentil. Mas não muito gentil. Fale alto. Mas não dê a impressão de falar demais. Jamais se vista de forma sexy. Certifique-se de que inspira os seus colegas - a menos que trabalhe na Noruega; neste caso, concentre-se, em vez disso, em delegar poderes.

Escrever sobre a vida e o trabalho significa receber um fluxo constante de pesquisas sobre como as mulheres no local de trabalho são vistas de forma diferente em relação aos homens. Esses são estudos acadêmicos e profissionais, e não esquisitas pesquisas on-line, e a cada vez que leio um deles, sinto-me desanimada. O que as mulheres deveriam fazer com tais informações? Transformarem-se do dia para a noite? E, se fosse este o caso, transformarem-se em que? Como é que se espera que sejamos agressivas e não agressivas ao mesmo tempo?

"É o suficiente para deixar a pessoa tonta", afirma Ilene H. Lang, presidente da Catalyst, uma organização que estuda as mulheres no local de trabalho. "As mulheres estão zonzas, os homens estão zonzos, e ainda não temos uma resposta direta para o fato de simplesmente não haver um número suficiente de mulheres em cargos de liderança".

A pesquisa da Catalyst é, freqüentemente, uma tentativa de descobrir por que, 30 anos após as mulheres terem ingressado em grandes contingentes no mercado de trabalho, a imagem mental padrão de um líder ainda é masculina.

O mais recente estudo é o relatório intitulado "Damned if You Do, Doomed if You Don't" (algo como "Amaldiçoada se Fizer, Condenada se Não Fizer"), baseado na entrevista de 1.231 executivos graduados nos Estados Unidos e na Europa. A pesquisa revelou que as mulheres que agem de maneiras consistentes com os estereótipos relativos ao sexo - definidas como concentradas "em relacionamentos de trabalho" e manifestando "preocupação com os pontos de vista das outras pessoas" - são consideradas menos competentes. Mas caso elas ajam de forma que sejam tidas como mais "masculinas" - como "agir agressivamente, concentrar-se nas tarefas do trabalho, manifestar ambição" - são tidas como "duras demais" ou "não femininas".

Ou seja, as mulheres não têm como vencer.

Em 2006, a Catalyst examinou os estereótipos em diversas culturas (entrevistando 935 graduados pelo Instituto Internacional de Gestão de Desenvolvimento, na Suíça), e descobriu que embora a idéia relativa a um líder ideal varie de acordo com o local - em algumas regiões o líder ideal é um construtor de equipes, em outras a habilidade mais valorizada é a capacidade de resolver problemas -, as mulheres são vistas como carecendo dos atributos necessários.

Os entrevistados nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, responderam que "inspirar os outros" é uma das mais importantes qualidades da liderança, e a seguir classificaram as mulheres como menos aptas do que os homens nesse quesito. Nos países nórdicos, as mulheres são vistas como perfeitamente inspiradoras, mas o valor mais prezado naquela região é a "capacidade de delegar", e elas não foram vistas como boas delegadoras.

Outros pesquisadores chegaram a conclusões similares. Joan Williams administra o Centro de Direito WorkLife, que faz parte da Escola de Direito Hastings da Universidade da Califórnia em São Francisco. Ela escreveu o livro "Unbending Gender" (algo como "O Sexo Inflexível"), e também descobriu que as mulheres são vistas segundo padrões diferentes no local de trabalho.

Em uma palestra feita na semana passada na Universidade Cornell, ela disse que espera-se que as mulheres sejam protetoras, sendo, entretanto, tidas como ineficientes caso mostrem-se demasiadamente femininas. Espera-se que sejam fortes, mas elas tendem a ser rotuladas de estridentes ou ásperas quando agem como líderes. "As mulheres são obrigadas a escolher entre serem apreciadas mas não respeitadas, ou respeitadas mas não apreciadas", concluiu Williams.

Enquanto alguns pesquisadores, como os da Catalyst e da WorkLife, tendem a pintar o quadro global mais amplo - as mulheres não progridem como os homens porque não agem como homens -, outros estreitam o foco das pesquisas.

Victoria Brescoll, uma pesquisadora da Universidade Yale, foi notícia em agosto com as suas descobertas de que enquanto os homens ganham estatura e influência ao expressarem raiva, as mulheres que se manifestam desta forma são vistas como descontroladas e perdem pontos. Os participantes do estudo assistiram a vídeos de uma entrevista de emprego, após a qual pedia-se a eles que classificassem os candidatos e escolhessem um salário para cada um. Os vídeos eram idênticos, com a exceção de duas variáveis - em alguns, os candidatos eram homens, em outros, mulheres, e o candidato expressava ou raiva ou tristeza por ter perdido um contrato depois que um colega chegava tarde para uma importante reunião.

Os participantes do estudo mostraram-se mais impressionados com o homem furioso, seguido pela mulher triste, o homem triste e, finalmente, no final da lista, pela mulher furiosa. O salário anual médio indicado para o homem furioso foi de quase US$ 38 mil, enquanto a mulher furiosa ficou com apenas US$ 23 mil.

Quando o cenário foi modificado, e o candidato falou mais sobre a sua raiva - explicando que o colega de trabalho mentiu ao dizer que sabia o caminho para chegar à reunião -, os participantes tenderam um pouco a perdoar, concedendo às mulheres que explicaram a sua fúria mais dinheiro do que àquelas que não apresentaram desculpas (mas ainda menos dinheiro, em comparação aos homens).

Também neste verão, Linda C. Babcock, professora de economia da Universidade Carnegie Mellon, olhou de uma nova forma para as questões relativas ao gênero e ao salário. Ela recrutou voluntários para jogar Boggle e disse-lhes antecipadamente que receberiam entre US$ 2 e US$ 10 pelo tempo dedicado a esta atividade. Quando chegou a hora do pagamento, cada participante recebeu US$ 3 dólares, e foi-lhes perguntado se isso era suficiente.

Os homens pediram mais dinheiro com uma freqüência oito vezes maior do que as mulheres. Em uma segunda rodada de testes, quando os participantes foram diretamente informados que a quantia era negociável, 50% das mulheres solicitaram mais dinheiro, mas isso ainda não se comparou aos 83% dos homens que agiram dessa forma. Babcock concluiu que as mulheres são igualmente ruins na hora de negociar os seus salários e aumentos.

Toda essa quantidade de dados implica em alguns conselhos. Não seja tímida na hora de negociar. Se você perder as estribeiras, explique (ou tente). "Algumas das coisas que estamos aprendendo são diretamente úteis, e informam às mulheres que elas estão agindo de certas maneiras sem que, talvez, tenham consciência disso. Isso as prejudica, e elas podem mudar", afirma Peter Glick, professor de psicologia da Universidade Lawrence, em Appleton, Wisconsin.

Ele é o autor de um dos estudos, no qual mostrou aos entrevistados um vídeo de uma mulher vestindo uma blusa sexy bem decotada com uma saia justa, ou uma saia e uma blusa de cortes bem conservadores. A mulher falava as mesmas frases nas duas cenas e, depois disso, dizia-se ao espectador que ela era ou uma secretária ou uma executiva.

Vestir-se de forma mais provocante não afetou a percepção de competência da secretária, mas prejudicou drasticamente a opinião sobre a executiva (segundo Glick, os homens sexys não são sujeitos a tal disparidade de percepções. Embora possam perder o respeito ao usarem calças justas e camisas desabotoadas no trabalho, os atributos considerados mais sexys nos homens - poder, status, salário - dizem respeito a manter uma imagem executiva no trabalho).

Mas Glick também admite que grande parte dos seus dados - como o seu estudo de 2000 demonstrando que as mulheres são mais penalizadas do que os homens quando não são vistas como gentis ou donas de habilidades sociais - demonstra que as mulheres não contam com nenhuma maneira de "contra-atacar". "A maior parte daquilo que aprendemos demonstra que o problema diz respeito à percepção, e não à mulher", diz ele. "E isso não é o problema de um indivíduo, é um problema de uma corporação".

Lang, da Catalyst, concorda. Esse acúmulo de dados só terá valor quando as companhias tomarem atitudes, diz ela, observando que algumas já estão promovendo mudanças.

Ela diz que na Goldman Sachs a política de análise de desempenho atualmente procura eliminar preconceitos. Espera-se que soe um sinal de alarme caso uma mulher seja descrita como "tendo cotovelos pontudos ou sendo brusca", diz ela. "Tais declarações simplesmente não se sustentam", afirma Lang. "Devem ser pedidos exemplos, há que se considerar o contexto. Será que as mesmas ações seriam motivos de comentários em se tratando de um homem?".

Na verdade, o próximo grande projeto da Catalyst é aconselhar as companhias a respeito de maneiras como elas sejam capazes de combater os preconceitos baseados em estereótipos. E Glick tem também alguns projetos futuros. Um deles tem como objetivo avaliar se as mulheres saem-se melhor no setor de vendas caso exibam mais decotes. Um segundo examinará o outro lado da moeda no que se refere aos estereótipos relativos ao gênero no trabalho: a hostilidade contra os homens.

Tradução UOL.

Álbuns USB chegam ao Brasil no próximo ano

NO FORNO > Gravadoras EMI, Warner e Universal preparam armas para 2008

FOLHA DE SÃO PAULO

Até o final deste ano, a gravadora EMI e a fabricante de pendrives e cartões de memória SanDisk devem fechar acordo para o lançamento de álbuns de música brasileiros em pendrive, confirma o gerente de novas mídias da companhia, José Pena. "A idéia é passar uma experiência nova com a música", afirma o executivo.
Recentemente, a empresa lançou um bracelete USB do ex-Beatle Ringo Starr. Com memória de 128 Mbytes, o dispositivo vem com músicas, fotos e ringtones do artista.
No Brasil, a venda de CDs caiu mais de 16% desde 2000, segundo dados da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos). Por isso, as grandes gravadoras estão investindo em música digital avulsa (ver pág. F4) e buscando formatos que ofereçam adicionais, como fotos e vídeos.
Assim como a EMI, a Universal e a Warner confirmaram o lançamento de álbuns nacionais em dispositivos portáteis para o ano que vem, e todas utilizarão a proteção de conteúdo DRM, que limita o número de cópias. "Não posso dizer quais serão os artistas, mas os álbuns deverão chegar depois do carnaval", revela Gian Uccello, gerente de novos negócios da Warner.
Apesar de os planos da Universal para músicas nacionais serem para 2008, singles USB da banda Keane e de Nicole, cantora do Pussycat Dolls, foram lançados na última segunda-feira. Segundo o site Times Online (www.timesonline.co.uk), eles serão vendidos por 4,99 libras, enquanto um CD single custa 2,99 libras.
Em junho deste ano, a dupla norte-americana White Stripes lançou o álbum "Icky Thump" pela Warner Music em pendrives de 512 Mbytes com a caricatura de Meg e Jack White, que foram vendidos a US$ 57,50.

Sem DRM
A gravadora brasileira Azul Music (www.estiloazul.com.br) também está em negociação com uma fabricante de eletrônicos para o lançamento de álbuns de new age em tocadores de MP3 e pendrives no próximo ano, informou Laurent Fleury, gerente de novos negócios da companhia.
Segundo ele, as músicas não serão protegidas por DRM. "Esse sistema estava impossibilitando as pessoas de usarem as músicas planamente. Além disso, é uma tecnologia que aumenta o custo das canções e é facilmente quebrada." Para Fleury, o melhor meio de combater a pirataria é baixar o custo para poder oferecer um preço competitivo. (CR)

FAIXA EXCLUSIVA
Uma entrevista em vídeo com a cantora Pink e a música "Stupid Girls" recheiam cartão para celular da Sony BMG.

120 milhões de tocadores portáteis foram vendidos no mundo em 2006, segundo pesquisa da IFPI.

"O Banheiro do Papa" é vencedor da Mostra de SP

FOLHA DE SÃO PAULO

O filme "O Banheiro do Papa", de César Charlone e Enrique Fernández, venceu ontem a 31ª Mostra de Cinema de São Paulo. O júri destacou sua "autenticidade na descrição da luta pela sobrevivência dos mais humildes".
O júri premiou ainda a atriz brasileira Carla Ribas, pelo filme "A Casa de Alice", a venezuelana Mariana Rondón, por "Postales de Leningrado" (troféu revelação) e o polonês Andrzej Jakimowski, por "Truques" (prêmio especial do júri).
O público apontou empate entre o francês "Persépolis" e o norte-americano "Into the Wild", como melhores longas de ficção estrangeiros. A escolha popular para os longas nacionais foi para "Pindorama", melhor documentário, e "Estórias de Trancoso", melhor ficção.

Filme capta melancolia pós-11 de Setembro

FOLHA DE SÃO PAULO

Uma grande tragédia, em sua conversão em espetáculo, pode esconder o burburinho existencial, apagado pela proeminência dada aos mortos. "People -Histórias de Nova York" é uma tentativa de retorno ao comum, uma espécie de recalcado do trauma da cidade com os ataques do 11 de Setembro.
Assinado por Danny Leiner, um experiente diretor de episódios de séries de TV, o longa carrega marcas desse tipo de ficção, a saber: a ênfase no cotidiano, nos pequenos dramas e nos desajustes familiares.
"People - Histórias de Nova York" situa-se em setembro de 2002 e acompanha um grupo de sete personagens sem conexões diretas com os ataques, salvo o fato de viverem na mesma cidade e de servirem de paradigmas de um estado de permanente angústia.
Sua estrutura adota a fórmula do filme-coral, em que não há um protagonista definido, apenas se transita de um foco a outro sem se preocupar em estabelecer conexões entre eles.
Tal solução funciona aqui na medida em que o que interessa é menos a trama do que os afetos. Como essas pessoas passaram a viver depois do grande trauma, ou melhor, como as pequenas histórias podem ser contadas sem se subordinarem à lógica da grande história?
Ao focar no cotidiano marcado por incertezas, o diretor consegue capturar a melancolia e a vacuidade que persegue cada um desses "sobreviventes", mas não se afasta dos clichês do cinema independente americano, com suas historietas de desamor e a banalização dos relacionamentos.
O filme torna-se mais interessante nos momentos em que enfatiza a memória do trauma. Sons e imagens de aviões cruzando o céu pontuam as experiências retratadas, numa espécie de símbolo permanente da catástrofe, enquanto imagens percorrem o skyline nova-iorquino e sabemos que ali falta alguma coisa. (CÁSSIO STARLING CARLOS)

PEOPLE - HISTÓRIAS DE NOVA YORK
Direção: Danny Leiner
Produção: EUA, 2006
Com: Maggie Gyllenhaal, Tony Shalhoub, Olympia Dukakis, Edie Falco
Onde: em cartaz no Gemini
Avaliação: regular

domingo, 28 de outubro de 2007

Blog do Capitão Nascimento

http://capitaonascimento.wordpress.com/

Acessem, muito bom!
Parabéns ao criador.
E-mail de contato do Blog Capitão Nacimento:
pedeprasair@gmail.com

Hahaha!


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Definições

status:
é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa que você não é.

sexo:
é aquilo que quando é bom é ótimo. Mas mesmo quando é ruim ainda é muito bom.

chefe:
é aquele que vem cedo quando você vem tarde, e tarde quando você vem cedo.

homem:
é aquele que sonha ser tão bonito quanto a mãe acha que ele é; ter tanto dinheiro quanto o filho dele acha que tem; ter tantas mulheres quanto a mulher dele acha que ele tem; e ser tão bom de cama como ele acha que é.

casamento:
é uma tragédia em dois atos: civil e religioso.

uísque:
é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado.

distraído:
é aquele sujeito que na hora de dormir, beija o relógio, dá corda no gato e enxota a mulher pela janela.

indigestão:
é uma criação de Deus para impor uma certa moralidade ao estômago.

beijo:
pode ser uma vírgula, um ponto de interrogação, ou um ponto de exclamação.

domingo, 21 de outubro de 2007

sábado, 20 de outubro de 2007

Teste para sua auto-avaliação

Responda a pergunta final com sinceridade e então poderá auto-avaliar sua moral. Trata-se de uma situação imaginária. Você deve decidir sobre uma atitude a ser tomada baseada em duas alternativas possíveis. SITUAÇÃO IMAGINÁRIA: Você está em São Paulo, em meio aos terríveis momentos de enchentes que normalmente ocorrem na cidade em épocas de chuvas mais intensas.
Você é um repórter fotográfico que trabalha para a CNN e está desesperado em meio ao caos (pessoas pedindo socorro, carros sendo arrastados pela correnteza) e 'tirando as fotos mais impactantes. A água cobre a principal via de trânsito e envolve pessoas e veículos.
De repente, em meio ao caos, você vê num jipe: o Lula, o José Dirceu, o Delúbio, o Roberto Jeferson, Fernando Beira Mar e o Garotinho.
Eles lutam, desesperadamente, para não serem arrastados pela correnteza, que segue direta para um enorme buraco que a tudo engole, entre lama, lixos, pedras. Eles estão sendo arrastados inexoravelmente e você tem a oportunidade única de resgatá-los. Mas tem também a oportunidade única de tirar uma fotografia jornalística, seguramente ganhadora do Prêmio Puzlitzer, que te faria famoso no mundo inteiro, ao mostrar o flagrante inédito da morte de tão famosos políticos. Não dá para titubear e nem fazer as duas coisas: salvar e fotografar.
PERGUNTA: Baseado em seus princípios éticos, religiosos e morais, na fraternidade e solidariedade humanas, que devem ser o forte das pessoas generosas, responda SINCERAMENTE:
"VOCÊ FARIA A FOTO EM PRETO E BRANCO OU COLORIDA?

VIVER EM 2007 É ISSO.

VOCÊ SABE QUE ESTÁ VIVENDO EM 2007 QUANDO...

1. Você acidentalmente tecla sua senha no microondas.

2. Há anos não joga paciência com cartas de papel.

3. Você tem uma lista de 10 números de telefone para falar com sua família
De 3 pessoas.

4. Você envia e-mail ou msn para conversar com a pessoa que trabalha na mesa
Ao lado DA sua.

5. A razão porque você não fala há muito tempo com alguns de sua família é
Desconhecer seus endereços eletrônicos.

6. Você USA o celular na garagem de Casa para pedir a alguém que o ajude a
Desembarcar as compras.

7. Todo comercial de TV tem um site indicado na parte inferior DA tela.

8. Esquecendo seu celular em Casa, coisa que você não tinha há 20 anos, você
FICA apavorado e Volta buscá-lo.

10. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o
café.

11. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps ...

12. Você não sabe o preço de um envelope comum;

13. Para você ser organizado significa, ter vários bloquinhos uma agenda
eletrônica ou coisas do tipo;

14. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda
Por cima RI sozinho...) q triste!;

15. Você fala o Nome DA firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua
própria Casa (ou até mesmo o celular!!);

16. Você digita o "0" para telefonar de sua Casa;

17. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando com preguiça,
Volta para Casa quando já escureceu de novo;

18. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que
Parou,

19. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.

21. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a
Lista não tem o número 9.

21. Você retornou a lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e
Nem viu que tem dois números 21.

22. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO...

U2 celebra 20 anos do disco "Joshua Tree" com relançamento

NOVA YORK (Billboard) - Para celebrar o 20o aniversário de um de seus álbuns mais marcantes, "The Joshua Tree", o U2 vai relançar a obra em quatro diferentes versões em 20 de novembro.

O disco vai estar disponível nas lojas como um CD simples remasterizado, um estojo de capa dura com dois CDs, um box com dois CDs e um DVD que inclui cinco fotografias e um pacote com dois vinis.

O DVD vai trazer o show realizado em 4 de julho de 1987 no Hipódromo de Paris e o documentário "Outside It's America".

Embora mais detalhes não foram revelados, demos, versões alternativas e lados B do período devem fazer parte do pacote. Bono e companhia também contribuíram com novas anotações sobre o disco.

"The Joshua Tree", que traz os sucessos "With or Without You", "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "One Tree Hill", venceu o cobiçado Grammy de melhor disco do ano.

Por UOL

Michael Jackson é processado por príncipe e relança "Thriller"

Por Bizz

Quando você acha que nada pode piorar na vida de Michael Jackson, o eterno (ex-)Rei do Pop apronta mais uma das suas: foi divulgado esta semana que o príncipe Abdulla El-Khalifa, de Bahrain (o menor dos Estados árabes, uma ilha a oeste da Arábia Saudita onde o fim de semana acontece às sextas e sábados), está processando Michael em US$ 7 milhões mais danos por quebra de contrato.


Explica-se: dias após ser absolvido de acusações de abuso infantil, em junho de 2005, Michael Jackson mudou-se para a ilha e passou a ter todas as suas despesas pagas por Abdulla - inclusive custos com advogados em diversos processos por dívidas -, uma conta na casa dos milhões de dólares. Em troca, Jackson assinou um contrato em abril de 2006 no qual se comprometia a lançar dois álbuns, produzir um musical e escrever uma autobiografia para o príncipe, que por sua vez fundou a 2Seas Records, construiu um estúdio de última geração e pagou US$ 7 milhões de adiantamento.

E Jackson fez o que todo bom popstar em apuros faria: deu a desculpa que iria se apresentar no MTV Japan Awards em maio de 2006, saiu de Bahrain e nunca mais voltou. De acordo com o reportado Fox News, o príncipe afirma ter recebido apenas dois faxes de assistentes do cantor dizendo que ele não cumpriria suas obrigações contratuais, e nada mais. Abdullah entrou na justiça da Inglaterra e EUA em busca de indenização.

Coincidência ou não, a mesma Fox News reporta que Michael Jackson deve relançar no início de 2008 uma versão comemorativa de 25 anos de seu álbum de maior sucesso, "Thriller". A versão viria com quatro remixes feitos por Kanye West, Akon e Will.I.Am (o que explica o que estes artistas andavam fazendo com Michael ultimamente) e quatro sobras de gravação. Uma delas, "Don't Be Messin' Around", seria "matadora", nas palavras do produtor Bruce Swedien, antigo parceiro de Jackson.

Novos meios de consumo

Nós não vamos pagar nada

Os músicos vão continuar milionários.
De resto,tudo muda no mercado fonográfico depois da iniciativa da banda inglesa Radiohead de permitir o download gratuito de seu último trabalho

IVAN FINOTTI
EDITOR DO FOLHATEEN

Em editorial publicado no domingo, o jornal "The New York Times" classificou de revolucionária a tática da banda inglesa Radiohead de disponibilizar seu último disco para download pelo preço que você quiser pagar. Não chega a tanto.
Só verdadeiros fãs -o que equivale a dizer "pessoas sem distanciamento crítico, de ingenuidade comovente e facilmente irritáveis"- para acreditar que a hipocrisia do Radiohead é mais do que um golpe de mestre para ganhar dinheiro imediato. E também de marketing, visto que foram parar até no editorial do "NYT".

Mala direta
Segundo notícias da Inglaterra, a banda enviou 1,2 milhão de cópias de "In Rainbows" entre quinta-feira, dia 11 de outubro, e segunda-feira, 15. Segundo pesquisa de um site com 3.000 de seus leitores, o preço médio pago de bom grado pelos fãs foi de 4 libras (cerca de R$ 16). O Radiohead ficou R$ 20 milhões mais rico em cinco dias -e, de lambuja, ganhou um arquivo detalhado de fãs no mundo todo, incluindo a informação de quanto eles estão dispostos a pagar (quanto será que a banda U2 pagaria ao Radiohead para ter acesso a essa mala direta?).
A pesquisa apontou que um terço pagou zero (e aqui se inclui o Folhateen, que baixou a obra para fazer uma crítica). Uma proporção curiosamente baixa, levando-se em conta que há anos as pessoas baixam música na internet absolutamente de graça -o que todas as gravadoras e muitas bandas ainda consideram roubo.
Por que, então, as pessoas pagaram ao Radiohead, se podiam não fazê-lo? Muita gente diz o seguinte: "Acho justo". "É o trabalho dos caras."

Sentimento de culpa
Mas existe outra forma de encarar o fato. As pessoas -cadastradas, com nome, endereço, telefone etc.- se sentiram mal em não dar nada pelo trabalho de uma banda "tão honesta, tão bacana que oferece seu trabalho até de graça"... Já nos programas ilegais, quando está protegida pelo anonimato, a galera baixa sem dó.
O constrangimento e o sentimento de culpa que o Radiohead impôs a seus fãs é a grande novidade aqui (um repórter da BBC chegou a baixar de graça, mas voltou e resolveu pagar R$ 36, já que "minha consciência começou a incomodar").
Mas isso não vai durar muito. Se os Rolling Stones disponibilizarem na semana que vem seu próximo disco nesse sistema, menos fãs vão pagar pelas músicas. E depois que uma dúzia de bandas fizer o mesmo, a novidade e o sentimento de "pago porque acho justo, não porque eles cobram" vão murchar até perder o sentido.
O futuro da música é grátis. Não porque é justo. Não porque as gravadoras ganham demais. É grátis porque a mídia digital permitiu que ele seja, e nada vai parar isso.

Sem dó
Às gravadoras, resta cuidarem dos shows de seus artistas, movimento que já começaram a fazer. Aos artistas, que sempre nos lembram de sua necessidade inata de exprimirem seus sentimentos, resta continuarem a exprimir sentimentos. E nós vamos ouvi-los de graça, ao contrário do que aconteceu no século passado.
Mas não é preciso ficar com dó. Igual ao que aconteceu no século passado, os músicos continuarão a ser milionários. Só que menos milionários. Em vez de 50 milhões por ano, entre vendas de discos e apresentações ao vivo, vão levar "só" uns R$ 25 milhões pelos shows.
E, para ganhar dinheiro brasileiro, o Radiohead vai ter que vir tocar no Brasil.

Luciano Pavarotti deixa 18 milhões de euros em dívidas a seus herdeiros

ROMA
20 Out 2007 Uol, Musica

O legado do tenor italiano Luciano Pavarotti, falecido em 6 de setembro, não é a fortuna que seus herdeiros esperavam, mas dívidas no valor de 18 milhões de euros, afirmou o jornal La Repubblica, na edição deste sábado.

A conta corrente do famoso cantor revelou um passivo de 11 milhões de euros, aos quais se somam empréstimos de 7 milhões de euros, segundo o jornal.

"O fato de o maestro ter se endividado não é segredo para ninguém", afirmou Giorgio Bernini, advogado da segunda esposa de Pavarotti. "Nos últimos anos, ele teve de reduzir sua atividade artística, sua hospitalização foi prolongada e o tratamento médico muito caro, sobretudo nos Estados Unidos", acrescentou.

Segundo o La Repubblica, a segunda esposa do cantor e mãe de sua filha Alice, Nicoletta Montovani, poderá contar, no entanto, com um testamento datado de 29 de julho, que lhe deixa de forma exclusiva seus bens nos Estados Unidos (três apartamentos e quadros) no valor estimado de 15 milhões de euros.

Em contrapartida, as três filhas do primeiro casamento do tenor herdarão apenas uma mansão em Pesaro, no litoral adriático, e um apartamento em Monte Carlo, que terão de compartilhar com a viúva.

"Do patrimônio (de Pavarotti) restam sobretudo dívidas e é muito possível que esta confusão de testamentos termine em um tribunal", destacou o La Repubblica.

Anteriormen
te, a fortuna de Luciano Pavarotti havia sido estimada em entre 30 e 200 milhões de euros pela imprensa italiana.

O tenor faleceu de câncer aos 71 anos em sua cidade natal de Módena (norte).

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Senado amplia a licença-maternidade

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou ontem, por 13 votos a 0, projeto de lei que aumenta o período de licença-maternidade de 120 para 180 dias.
O texto permanecerá por cinco dias na comissão e, se não houver recurso de nenhum senador, segue para a Câmara, onde passará por comissões temáticas -ainda não se definiram quais- e pelo plenário. Se aprovado na Casa, seguirá para sanção presidencial.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Como melhorar seu curriculum, sem mentir!

- Especialista em Marketing Impresso - (Boy do xerox)
- Supervisor Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde - (Faxineiro)
- Oficial Coordenador de Movimentação Interna - (Porteiro)
- Oficial Coordenador de Movimentação Noturna - (Vigia)
- Distribuidor de Recursos Humanos - (Motorista de ônibus)
- Distribuidor de Recursos Humanos VIP - (Motorista de táxi)
- Especialista em Logística de Combustíveis Fósseis - (Frentista)
- Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil - (Peão de obra)
- Segundo Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil - (coitado...)
- Especialista em Logística de Documentos - (Office-boy)
- Especialista Avançado em Logística de Documentos - (Motoboy)
- Consultor de Assuntos Gerais e Não Específicos - (Vidente)
- Manager em Up e Downloading - (Ascensorista)
- Especialista Contábil de Transporte de Massa - (Cobrador de ônibus)
- Especialista em Logística de Alimentos - (Garçom)
- Coordenador de Fluxo de Artigos Esportivos - (Gandula)
- Distribuidor de Produtos Alternativos de Alta Rotatividade - (Camelô)
- Técnico Saneador de Vias Públicas - (Gari)
- Técnico de Marketing Direcionado - (Distribuidor de santinho em esquinas)
- Diretora de Fluxos e Saneamento de Áreas Internas - (A tia que limpa o
banheiro)

domingo, 14 de outubro de 2007

71!

Quem fala o que quer....

O marido acorda, vira para a mulher, dá um beliscão na bunda dela e diz:
- Se você fizesse exercício para firmar essa bundinha, poderíamos nos livrar dessa calcinha!
A mulher se controlou e achou que o silêncio seria a melhor resposta.
No outro dia, o marido acorda, dá um beliscão nos seios da mulher e diz:
- Se você conseguisse firmar esses peitinhos poderíamos nos livrar desse sutiã!
Aquilo foi o limite, e o silêncio definitivamente não seria uma resposta.

Então ela se virou, agarrou no pênis do marido e disse:
- Se você conseguisse firmar esse pauzinho, poderíamos nos livrar do carteiro, do jardineiro, do personal trainner...

Os 10 mandamentos do PS

(Pronto-Socorro)

1- Se você não sabe o que tem, dê VOLTAREN;

2- Se você não sabe o que viu, dê BENZETACIL;

3- Apertou a barriga e fez "ahn", dê BUSCOPAN;

4- Caiu e passou mal, dê GARDENAL;

5- Tá com uma dor bem grandona? Dê DIPIRONA;

6- Se você não sabe o que é bom, dê DECADRON;

7- Vomitou tudo o que ingeriu, dê PLASIL;

8- Se a pressão subiu, dê CAPTOPRIL;

9- Se a pressão deu mais uma grande subida. dê FUROSEMIDA!

10- Chegou morrendo de choro, passe um SORO.

E mais:


Arritmia doidona, dê AMIODARONA!

Pelo não, Pelo sim, dê ROCEFIN!

Cada país tem a Sharon Stone que merece!

Perfume de Vagina Causa Furor no Paraguai!

Com o sugestivo nome de Vulva, o perfumista Guido Lanssen patenteou e vendeu a um laboratório alemão uma fórmula ultra maluca, elaborada à base de secreções vaginais que, segundo o criador, são coletadas in loco.
“É uma garrafa de 200 mililitros, com substâncias orgânicas. Há coisas de mulheres dentro”, explicou o perfumista, em matéria publicada no Diário Popular (12/10). Para agradar os olfatos mais exigentes, Lanssen criou três opções de fragrâncias: Vulva Original, Vulva 18 e Vulva Exotic.
Por capitanbado.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Quem matou a Taís?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Se eles soubessem o que falavam....

“Penso que há talvez no mundo um mercado para 5 computadores”
Thomas Watson, presidente da IBM, 1943

“Viajei por todos os lados neste país, e posso assegurar-lhes que processamento de dados é uma ilusão que não perdura até o fim do ano”
O editor encarregado de livros técnicos da Prentice Hall, 1957

“Tá bom, mas… para que serve?”
Engenheiro da Divisão de Sistemas de Computação Avançada da IBM, em 1968, comentando sobre o microchip.

“Não há nenhuma razão para que alguém queira ter um computador em casa”
Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp., 1977

“Este ‘telefone’ tem inconvenientes demais para ser seriamente considerado um meio de comunicação. Esta geringonça não tem nenhum valor para nós”
memorando interno da Western Union, 1876.

“A caixa de música sem fio não tem nenhum valor comercial imaginável. Quem pagaria para ouvir uma mensagem enviada a ninguém em particular?”
Sócios de David Sarnoff em resposta a sua consulta urgente sobre investimentos em rádio nos anos 20.

“O conceito é interessante e bem estruturado, mas para merecer uma nota melhor do 5, a idéia deveria ser viável”
Um professor da Universidade de Yale em resposta a uma tese de Fred Smith propondo um serviço confiável de malote. (Smith viria a ser o fundador da Federal Express Corp.)

Quem se interessaria em ouvir os atores falar?”
H.M. Warner, Warner Brothers, no auge do cinema mudo, 1927.

“Estou feliz por ser o Clark Gable a quebrar a cara e não o Gary Cooper”.
Gary Cooper, a respeito de sua decisão de não interpretar o papel principal em “… e o vento levou”

“Nós não gostamos do som deles, e música de guitarra está em franco desaparecimento”
Decca Recording Co., ao rejeitar os Beatles, 1962.

“Máquinas mais pesadas do que o ar são impossíveis”
Lord Kelvin, presidente da Royal Society, 1895.

“Se eu tivesse pensado a respeito disso, eu não teria feito a experiência. A literatura está cheia de exemplos mostrando que isso não pode ser feito”
Spencer Silver, a respeito de seu projeto que culminou com os adesivos “Post-It” da 3M.

“Então nós fomos para a Atari e dissemos: ‘Hei, nós fizemos essa coisa engraçada, construída com algumas peças de vocês; o que vocês acham de nos financiar? Ou então nós a damos para vocês. Nós só queremos produzi-la. Paguem nossos salários e nós trabalharemos para vocês’. E eles disseram ‘não’. Então nós fomos para a Hewlett-Packard, e eles disseram: ‘Nós não queremos vocês. Vocês nem terminaram a faculdade’”.
Steve Jobs, fundador da Apple Computer Inc., na tentativa de atrair o interesse da Atari e da HP no computador pessoal projetado por ele e por Steve Wozniak’s.

“O professor Goddard não conhece a relação entre ação e reação e a necessidade de ter algo melhor do que o vácuo contra o qual reagir. Ele parece não ter o conhecimento básico ensinado diariamente em nossas escolas secundárias”
Editorial do New York Times em 1921 a respeito do estudo revolucionário de Robert Goddard sobre os foguetes.

“Broca para petróleo? Você quer dizer furar o chão para encontrar petróleo? Você está louco”
Operários que Edwin L. Drake tentou contratar para seu projeto de prospecção de petróleo em 1859.

“A bolsa alcançou um teto que parece permanente”
Irving Fisher, Professor de Economia, Yale University, 1929.

“Aviões são brinquedos interessantes mas sem nenhum valor militar”
Marechal Ferdinand Foch, Professor de estratégia, Ecole Supérieure de Guerre, Paris.

“Tudo que podia ser inventado já o foi”
Charles H. Duell, Diretor, Departamento de Patentes dos Estados Unidos, 1899.

“A teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula”
Pierre Pachet, Professor de Fisiologia em Toulouse, 1872.

“640 Kb é mais do que suficiente para qualquer um”
Bill Gates, 1981

Dica de filme

"Tropa de Elite" leva 180 mil aos cinemas

É o melhor desempenho do ano do eixo Rio-SP em média de público por sala

Em números absolutos, todavia, filme de José Padilha ficou atrás de "A Grande Família", que atraiu 290 mil pessoas na estréia

Folha de São Paulo

Apesar da pirataria pré-estréia, "Tropa de Elite" teve bom desempenho no primeiro final de semana nos cinemas. Lançado com 140 cópias em 171 salas, o polêmico filme foi visto por cerca de 180 mil pessoas no Rio e em SP, segunda sua distribuidora, a Paramount.
Foi a melhor estréia deste fraco ano do cinema nacional, considerando a média de público por sala no eixo Rio-São Paulo. Nessa comparação, o longa de José Padilha superou em 48% a abertura de "A Grande Família", maior público um filme nacional em 2007 (2 milhões de pessoas). Em números absolutos, no entanto, a versão da série de TV foi melhor quando entrou em cartaz -teve quase 290 mil espectadores no país, com 246 cópias.
"Tropa" foi bem também em comparação ao lançamento de outros blockbusters nacionais nos mesmo Estados: 90% melhor do que "Cidade de Deus", 46% acima de "2 Filhos de Francisco" e apenas 38% abaixo de "Carandiru", dono da melhor estréia desde a retomada da produção cinematográfica brasileira, na década de 90.
O resultado foi bem recebido pelos produtores de "Tropa", que não sabiam o que esperar diante do alcance da pirataria. Segundo projeção do Datafolha, só em SP, o filme foi visto antes da estréia, em DVD pirata, por 1,5 milhão de pessoas.
"O bom resultado deste primeiro fim de semana mostra que existe interesse do público por filmes brasileiros", afirmou o diretor do longa, José Padilha, por meio da assessoria.
A pirataria fez com que a estréia de "Tropa" fosse antecipada duas vezes. Prevista para novembro, foi remarcada para 12/10. Na semana passada, a Paramount decidiu estrear já no dia 5 no Rio e em São Paulo. Nesta sexta, acontece o lançamento nacional, e o longa passará a ocupar 300 salas.
Com Wagner Moura, o filme retrata o cotidiano do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PM do Rio.

Adolescentes no mundo sombrio dos paparazzi de Hollywood

The New York Times
Mayrav Saar


De pé em meio a uma multidão de paparazzi em sua maioria mal-humorados, com roupas amarfanhadas e expressões cansadas, ele balança o corpo para frente e para trás, usando tênis, aguardando pela sua oportunidade nesta noite fria de obter uma foto valiosa de Justin Timberlake, Hayden Panettiere ou de qualquer outro indivíduo cobiçado pelos tablóides que estiver participando da festa lá dentro.
Os outros fotógrafos mal tinham notado a presença de Lady Victoria Hervey, uma socialite britânica muito procurada pela imprensa inglesa, quando Blaine correu até a linha de frente, tirando uma foto. E, ao contrário dos outros paparazzi, ele não precisou gritar o nome dela para chamar a atenção da mulher.

"Você é tão novo!", exclamou Lady Victoria em meio a um pipocar de luzes de flashes. "Deveria estar dormindo. Onde estão os seus pais?".

Em uma era na qual até mesmo as imagens mais mundanas dos não muito famosos são material de consumo de revistas e websites, quase todo mundo que possui uma câmera, ao que parece, é capaz de ganhar a vida como fotógrafo de celebridades. Até mesmo dois garotos que ainda não começaram a fazer a barba.
Desde fevereiro, Blaine, 15, e o seu melhor amigo, Austin Visschedyk, 14, passam as noites rondando clubes noturnos, restaurantes e festas particulares, à espreita de pessoas como Britney Spears, Lindsay Lohan e Paris Hilton, declarando-se os paparazzi mais jovens neste ramo de negócios.

"Essas pessoas ficam bastante chocadas ao nos ver", diz Blaine, um fotógrafo amador magro e de voz suave que tem a sua própria companhia fotográfica, a Pint Size Paparazzi.

De certa forma, os garotos são mais um exemplo dos jovens precoces de Hollywood, que seguem os sonhos do show-business de forma meio antecipada. Porém, sob outro ângulo, eles podem ser inocentes despreparados, colidindo com uma das facetas mais duras da indústria do entretenimento.
Austin conta que há alguns meses a cantora Erykah Badu arrancou a câmera das mãos deles e apagou todas as suas fotos. Recentemente Blaine foi derrubado por um segurança em frente a um restaurante. Ao ser arremessado no chão, ele tentou argumentar com o guarda que era apenas um garoto.

"Por que você disse isso a ele?", questionou um cinegrafista adulto, quando Blaine contou essa história durante um evento de gala. "Não existe nenhuma inocência no mundo dos paparazzi, colega. Eu lhe disse, se você ultrapassar os limites, está perdido, entra no lado negro do negócio".

Como moradores de West Hollywood, lugar cheio de celebridades, os garotos se beneficiaram da sua exposição diária a figuras famosas. Quando estava na segunda série, Blaine fotografou David Spade correndo em volta da casa (o ator chamou-o de "paparazzo insignificante"). Sete meses atrás, os garotos perceberam que podiam lucrar com essa proximidade, e Austin, o mais comunicativo dos dois, sugeriu ao pai de Blaine que comprasse uma câmera de US$ 6.000 para o filho.

"A princípio não concordei", recorda Robert Hewison, 36, dono de uma companhia de produção cinematográfica. Mas ele acabou cedendo, e os garotos pegaram os seus skates e saíram vasculhando as imediações das casas das celebridades - Christina Aguilera, David e Victoria Beckham e Jenna Jameson - na esperança de ganhar dinheiro, ou, talvez, fazer algumas amizades famosas.

"Vou seguir esta tendência até onde for capaz", afirma Blaine, exibindo a sua V800. "Mais do que tirar fotos das celebridades, quero ser amigo delas. Eu gostaria de participar das festas delas".

Austin vendeu fotos para o jornal "The Daily News", de Nova York, e para a revista "OK!", entre outras publicações, enquanto Blaine obteve US$ 500 em uma exposição local de arte com uma foto de Britney Spears fazendo um sinal obsceno com o dedo médio.

"O que me impressionou originalmente a respeito deles foi o fato de ambos terem um bom olho para a fotografia", diz Brad Elterman, dono da Buzz Foto, uma agência que negocia fotos de celebridades.

Inicialmente, Elterman - que tinha 16 anos de idade quando vendeu a sua primeira fotografia de Bob Dylan - disse que os garotos faziam com que ele se lembrasse de si próprio. "Eles têm uma aparência tão comum de garotos de subúrbios norte-americanos, que fizeram com que eu me lembrasse de um filme de Spielberg", afirma Elterman.
"Quando vendi uma das fotos tiradas por Austin de Kim Kardashian, a maliciosa confidente de Hilton, para a TMZ.com, o editor de fotografia me telefonou e disse que aquela era a melhor foto de Kardashiam que ele já vira. Eu estou no ramo há três décadas, e nunca antes um editor de fotografia me ligou para fazer tal comentário a respeito de uma foto", conta Elterman.
Mas Elterman não representa mais os dois garotos. "Eu quero dormir tranqüilo à noite", diz ele. "Se algo acontecesse a um desses meninos, eu não sei o que faria".
Outros profissionais ficam perturbados ao verem Blaine e Austin, dois alunos de segundo grau, circulando em frente a clubes noturnos com equipamentos que valem de milhares de dólares pendurados no pescoço.

"Estou inteiramente convicto de que eles não deveria estar fazendo tal coisa", afirma Alison Silva, 27, um fotógrafo cujo braço está engessado (segundo ele isso foi o resultado de ter sido atingido pelo carro de Keanu Reeve quando trabalhava). "Eles não pensam como nós. Brigas irrompem de repente. Muitas das pessoas envolvidas no ramo vão questionar o que esses pirralhos estão fazendo por aqui".

Até mesmo as celebridades parecem perplexas com a presença dos garotos. Um vídeo na TMZ documentou a atriz Rose McGowan quando esta deixava um restaurante e descobria estar sendo fotografada por Austin. "O que há de errado com esta cidade?", perguntou ela. Austin continuou batendo algumas fotos de uma McGowan nitidamente incomodada, enquanto ela entrava no seu carro. "Isso é tão errado!", exclamou ela.
Inicialmente, os pais de Blaine e Austin acharam o mesmo. "No início fiquei apreensivo", diz Hewison. "Não gostei da idéia de o meu filho sair por aí com um bando de paparazzi. Mas acabei gostando de vários deles. Eu ficaria feliz em convidar alguns para um jantar em nossa casa".
Jane Sieberts, a mãe de Austin, que é fabricante de mobílias e tem pouco mais de 50 anos de idade, diz. "Apóio bastante o meu filho. Ele é um garoto realmente brilhante. Austin é cuidadoso e correria o mesmo risco de se machucar nos esportes escolares".

Ambos os garotos dizem que "vão às aulas" duas vezes por semana, indo até a Escola de Estudos Independentes City of Angels para entregar provas e deveres que fizeram em casa (ambos se matricularam na escola antes de abraçarem a carreira de fotógrafo).
Isso permite que eles tenham tempo livre para tirar fotos durante o dia, enquanto andam de bicicleta e de skate na área de Sunset Plaza e outros pontos quentes perto de suas casas. À noite, os pais atuam como motoristas particulares. Hewison instalou um DVD portátil no seu Porsche 911 para aguardar enquanto Blaine termina o trabalho.

"Saio de casa todos os dias", disse Austin durante uma recente conversa no quarto da mãe, com os olhos azuis grudados no videogame Halo 3. "Começo das 9h às 12h30. Depois disso faço um intervalo e volto a trabalhar das nove da noite até quando for necessário".

"Blaine raramente sai de casa", acrescenta rapidamente. "Eu saio com uma freqüência três vezes maior".

Blaine e Austin, amigos há oito anos, sempre tentaram superar um ao outro nos esportes, mas a rivalidade profissional entre os dois é mais intensa. Os dois inicialmente trabalharam juntos em um website, o pintsizepaparazzi.com, mas desentendimentos entre os pais deles quanto aos negócios levou Austin a abrir o seu próprio site, o austinseye.com.

"Eu não apreciava a idéia de os dois trabalharem juntos, porque não sei quais são os objetivos de Blaine", afirma Siebert. "Austin é mais voltado para as fotos artísticas; ele não é um paparazzo. Então, chegamos a conclusão de que eles não deveriam estar tão ligados porque seguiriam rotas diferentes".
Os garotos não perdem tempo em apontar a diferença entre os seus trabalhos. "O meu estilo é melhor", garante Blaine. "As minhas fotos têm um traço mais artístico. Elas não são tão posadas".

Quando lhe perguntaram qual dos dois é o melhor fotógrafo, Austin abateu cinco competidores no Halo 3 antes de responder: "O que você acha?".

Embora sejam profissionalmente rivais, os garotos garantem que são "os melhores amigos para sempre". E certas pessoas da área de entretenimento querem ter certeza disso.

"Eles podem contar com o acesso a Hollywood, com os trabalhos após a escola, mas para mim tudo isso é pano de fundo", afirma Jeffrey Wank, um agente de talentos que leu uma notícia na imprensa sobre Blaine e Austin, e fez um acordo com os dois para que participassem de um reality show com a produtora World of Wonder, que produziu séries como "Tori & Dean: Inn Love" e "Wife, Mom, Bounty Hunter".

"O cerne disso está nas personalidades de Blaine e Austin, e no relacionamento entre os dois", afirma Wank. "É em torno disso que gira esta história".

Até o momento, os dois garotos não enxergam um lado sombrio nessa narrativa - apenas uma chance para polir a própria fama e para ficar na rua até tarde durante os dias de semana. "Ah, veja. Lá vem Blaine. Atrasado de novo", diz Austin enquanto aguarda em frente ao Mr. Chow's, um restaurante popular de Beverly Hills, ao ver o amigo chegando. "E lá vem o estúpido Josh".
Josh Dempsey, 15, recentemente assumiu o lugar de Austin na Pint Size Paparazzi, e atualmente faz vídeos para o website. Austin o saúda com dois tapinhas no braço.

"Juro que detesto esse cara", diz Josh a Blaine.

Blaine coloca algumas mechas do cabelo louro embaraçado debaixo do seu boné do Los Angeles Dodgers, e muda de assunto.

"Hoje tirei uma foto de Jaime Pressly", conta Blaine.

"Foi a pior foto do mundo", critica Austin.

"Não ficou tão ruim assim", retruca Blaine.

"Não, não ficou tão ruim", admite Austin.

Neste momento ele vê um carro familiar e sai correndo atrás do veículo. Mas o utilitário esportivo não é dirigido por nenhuma celebridade: é o seu pai, chegando para buscá-lo.
Austin não diz aonde vai. Só conta que vai tirar uma foto "exclusiva" da atriz Drew Barrymore. Ele se encontrará com os amigos mais tarde, durante a noite?

"Sim", responde Austin.

"Não", diz o pai antes de arrancar com o carro. "Ele vai para a cama".

Tradução: UOL

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Amizade

Orgasmo



Quem disse que os homens não sabem usar a máquina de lavar?





Última notícia de Lisboa

"Gêmeo tenta se suicidar e mata irmão por engano."


Obrigado, Mamãe!



segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Você é o que você assiste

A audiência de massa se ramificou há muito tempo; hoje os espectadores se dividem em tribos com seus próprios rituais e ritos de passagem

por New York Times


"O que você assiste?" não é mais uma forma preguiçosa de redirecionar uma conversa aborrecida. As perguntas sobre programas preferidos tornaram-se cheias de significado; o assunto é tão íntimo, revelador e potencialmente incômodo quanto falar sobre sua renda pessoal.

A era da televisão é rica e exigente. Hoje as opções são abundantes, fragmentadas e boas. E decidir entre centenas de canais, ofertas "on demand", DVR, downloads da internet e iPhones exige tanta pesquisa, planejamento e dedicação que os espectadores se tornaram exclusivos em suas opções. Formam-se alianças, assim como antipatias. O esnobismo se enraíza. As preferências tornam-se totêmicas. A audiência de massa se ramificou há muito tempo; hoje os espectadores se dividem em tribos com seus próprios rituais e ritos de passagem.

Algumas pessoas juram fidelidade a "Mad Men", a elegante e meditativa série passada no mundo da publicidade da Madison Avenue no final do governo Eisenhower. Outros acham a estética do programa limitadora e tendenciosa demais, e afirmam que a melhor novidade do verão foi "Damages", a série de suspense jurídico com Glenn Close na FX. E até esta causou rixas entre os que vibram com o estrelismo de Close e os que acham o enredo complicado demais e cheio de tragédias.

"Lost", da ABC, ainda encontra devotos, mas o momento das massas passou para "Heroes", que tem mística com menos camadas de mistificação. Até algumas pessoas que dizem não assistir televisão fazem uma exceção para "The Wire", na HBO. "Prison Break" na Fox tem um público pequeno mas apaixonado, como também "Project Runway", da Bravo. Na NBC, "The Office" é uma das melhores comédias da TV, mas os exigentes demais afirmam que não se compara à versão original britânica estrelada por Ricky Gervais. "30 Rock" tem uma base de fãs fervorosa, mas exclui o público que não acompanha a Page Six [revista de fofocas]. Além disso, muita gente jurou que não assiste mais a séries cômicas depois que a Fox cancelou "Arrested Development".

Torre de Babel

Um programa favorito é uma dica de personalidade, gosto e sofisticação, assim como foi a música antes que se tornasse virtualmente grátis e consumida igualmente por faixas individuais ou por artistas. Os dramas ficaram mais complexos; muitos dos melhores são serializados e exigem tempo e assistência seqüencial. No mínimo, a televisão tornou-se mais próxima da literatura, inspirando algo semelhante às confrarias que se formam em torno dos autores que as pessoas dizem que levariam para a proverbial ilha deserta. (As que dizem "Ulisses", pois ocuparia mais tempo que quase qualquer outro romance, provavelmente também levariam "The Wire".)

Alguns eventos são suficientemente importantes para atrair a atenção de todo mundo: o final enigmático de "Os Sopranos" ou um crime cometido por uma celebridade. Mas principalmente a televisão é uma Torre de Babel desmoronada, fragmentos esparsos de conversa sobre uma infinidade de programas. Os apresentadores de programas de entrevistas e os críticos de mídia debatem se "Kid Nation" -um "reality show" exibido pela CBS que coloca jovens numa experiência de aprendizado de 40 dias no estilo "Outward Bound/ O Senhor das Moscas"- constitui abuso de menores. Em escala menor, as suburbanas traficantes de "Weeds" no Showtime e a apologia da tortura em "24" da Fox, e até o mundo avançado do ainda inédito "Pushing Daisies" da ABC incendeiam discussões em blogs, salões de cabeleireiro, jantares e até em cidades universitárias, onde cada vez menos gente declara que nunca assiste televisão.

Isso não significa que a era da televisão em rede como experiência nacional compartilhada, por exemplo, quando todo mundo assistia a "Roots" ou "Dallas", terminou. Alguns programas, mais notavelmente "American Idol", reúnem um público enorme, cuja maioria é jovem o suficiente para nunca ter ouvido falar em Ed Sullivan ou lembrar do tempo em que você podia assistir a "Bonanza" só às 21hs de domingo ou esperar por uma reprise no verão. Mas são as séries menos conhecidas que inspiram os fiéis mais fervorosos. Os fãs derrubaram o veto da CBS a "Jericho" na última primavera, trazendo-a de volta depois que a rede a cancelou por causa da baixa audiência. Nessa paisagem de mídia balcanizada, os espectadores buscam e guardam zelosamente suas descobertas onde quer que as encontrem.

Não é um salto evidente de "Os Sopranos" para o canal Sci-Fi, mas uma amiga que ficou arrasada quando a série da HBO terminou foi atraída pela nova encarnação de "Battlestar Galactica", um seriado "cult" sobre uma frota de naves espaciais que tenta escapar da raça de robôs Cylons e encontra refúgio numa colônia perdida e fabulosa conhecida como Terra.

Ficção-científica é uma coisa: "Battlestar Galactica" tem cachê intelectual.

"Os humanos são pagãos politeístas e os robôs são monoteístas, cuja 'jihad' divina é contra os humanos (apesar de os robôs saberem que foram criados por eles)", explicou Anthony Gottlieb, autor de "The Dream of Reason: A History of Philosophy from the Greeks to the Renaissance" [O sonho da razão: uma história da filosofia dos gregos ao Renascimento], por meio de seu Blackberry, de uma área de recepção de bagagens num aeroporto. "Existe uma curiosa mistura de alta tecnologia com superstição e fundamentalismo escritural (o que, interessantemente, sugere que a religião é inextinguível, como dizem hoje com crescente freqüência os teóricos do secularismo)."

Gottlieb gosta de quebra-cabeças filosóficos ("Alguns robôs pensam que são humanos, e alguns humanos temem que possam ser robôs"), assim como do modo como o programa alterna suas simpatias entre a democracia e a ditadura. Ele realmente só faz uma objeção. "Tem muito romance, mas isso me aborrece", sugere. "Menos beijos e mais mortes é um freqüente refrão interior meu."

Neste verão, "Mad Men" marcou meu mundo com círculos cada vez maiores de especialização. Ficamos fascinados pelo visual cor-de-âmbar do início dos anos 1960, quando os homens tomavam martínis no almoço e as donas-de-casa fumavam nas reuniões de pais e mestres, e a batalha entre os sexos mal tinham começado. Michael Hainey, o editor-assistente da revista "GQ", está encantado pelo modo como a série capta com minúcia os detalhes de um momento perdido de superconfiança americana. "É uma peça de época que é sobre hoje", explicou Hainey. Ele também gosta do visual e do clima, que descreveu como "uma mistura de 'The Appartment' com 'O Espião que Veio do Frio'".

Outros amigos são viciados em "The Closer" na TNT e imitam o sotaque sulista de Kyra Sedgwick ("thankyousoverymu-uu-ch"). Quase todo mundo que conheço assiste a alguma forma de "Law & Order" em algum momento da semana. Como espectadora profissional, assisto às reprises de Jerry Orbach para limpar o paladar, algo leve e tranqüilizador entre fitas para resenhar.

Hábitos vergonhosos

A geração DVR não sabe o que significa uma nova temporada de outono ou televisão com hora marcada. Sei disso porque tenho uma filha de 14 anos que às vezes consente em servir de embaixatriz do Planeta Juventude. "Não existe um programa na moda", ela declarou recentemente. "Todo mundo assiste a coisas diferentes. Não posso ajudá-la." (Mas ela deu algumas dicas: a garotada "esperta" vê "House" e "The Office", enquanto as meninas adolescentes que não temem parecer "lobotomizadas", como ela diz, vêem "Grey's Anatomy".)

Os adolescentes não são os únicos com hábitos vergonhosos escondidos no armário. A maioria das pessoas tem programas que só admite assistir depois de um preâmbulo autocrítico que mostra como ela é encantadoramente eclética, e não apenas uma lúmpen-espectadora. As pessoas tornaram-se curadoras de seu consumo televisivo, buscando explicações amplas para continuarem sintonizando "American Idol" (antropologia cultural) ou o Nascar (apenas antropologia).

Programas mais alternativos, como "Mythbusters" no Discovery Channel ou mesmo "Timeless Romance Jewelry" no QVC, não são embaraçosos; recaem na categoria de distração extravagante.

As produções para o mercado de massa são mais difíceis de explicar.
Muitas pessoas do departamento de cultura deste jornal nunca vêem televisão, a menos que seja uma adaptação de uma novela de George Eliot no "Obras-Primas do Teatro". Mas um dos editores mais inteligentes que conheço certa vez admitiu, depois de alguns drinques, que ia a seu escritório quando não havia ninguém por perto para assistir a "Reba". Eu sou paga para assistir televisão e me orgulho de ter um aparelho de TV ligado o tempo todo, como uma espécie de chama eterna, um memorial a todos os programas que foram cancelados. O código de honra do crítico é "nenhum programa será deixado para trás".

Não me envergonho de dizer que tento nunca perder "Mad Men", "Curb Your Enthusiasm", "30 Rock" e também "House" e "Sleeper Cell." Tenho mais dificuldade para admitir que às vezes gravo "NCIS" e "Jag".

Antes da Internet, dos iPhones e "flash drives", as pessoas debatiam quem curtia os Pixies quando ainda eram uma banda de garagem ou quem conseguia ir mais fundo na defesa dos méritos de Oasis versus Blur. Hoje, a não ser pelos aficionados linha-dura do rock, é mais provável que a especialização se concentre em torno de uma série de televisão -como pistas metafísicas embutidas em "Lost", se a atual "Battlestar Galactica" é uma afronta ao original de 1978 (alguns bloggers referem-se ironicamente à atual encarnação como "Gino", abreviação de "Galactica in name only" [Galactica só no nome]), ou que descobriram "Flight of the Conchords" quando era um grupo de comediantes que fazia shows, e não uma série da HBO.

A televisão costumava ser rejeitada pelos elitistas como a caixa de burrice, um mar de mediocridade que afoga o pensamento e o debate inteligente. Hoje as pessoas que ignoram suas poças e marés de excelência o fazem sob seu próprio risco. Elas estão perdendo o assunto principal da conversa em sua mesa.


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Enterra ou Não Enterra?

Um velório na Bahia virou caso de polícia. A Polícia Civil de Ilhéus (429 km de Salvador) ouviu ontem o dono da funerária Árvore da Vida, Sivaldo de Jesus, acusado de retirar o corpo do aposentado Carlos Antonio da Silva Bonfim de dentro do caixão, durante velório há três semanas, sob a alegação de que a família não teria R$ 210 para a primeira prestação do caixão -o valor total, R$ 630, foi dividido em três vezes.
Filha do aposentado, Karina Oliveira Bonfim disse que seu pai estava sendo velado na sala de casa quando um funcionário da funerária cobrou a primeira prestação.
"No dia anterior, eu havia ido à funerária e acertado os detalhes do pagamento. Foi muita humilhação ver o funcionário da empresa tirar o corpo do meu pai do caixão e colocá-lo em cima da cama. E ele só colocou na cama porque apelamos muito, ele queria colocar o corpo no chão."
Bonfim morreu de parada cardíaca no dia 14 e enterrado no dia seguinte. A família comprou, por R$ 500, um caixão de outra empresa.
Em depoimento, Avelino negou ter mandado retirar o caixão. À Folha ele disse que foi "armação" de um concorrente que ofereceu um caixão mais barato, o que teria feito a família desistir do pagamento.
"Não houve má-fé. Estávamos com os cheques pré-datados." Segundo a polícia, a funerária é investigada sob suspeita de perturbar e atrasar o velório.

Folha de São Paulo


Pedreiro é flagrado transando com um muro

por Renê Moreira

Uma cena no mínimo muito estranha foi presenciada na madrugada desta sexta-feira por uma dona-de-casa de Franca. Ao ouvir um barulho no quintal de sua casa, levantou da cama e foi ver o que acontecia. Teve então uma tremenda surpresa ao se deparar com o vizinho, um pedreiro de 59 anos, transando com o muro.

A cena deixou a mulher perplexa e de imediato ela acionou a polícia. Ela contou que o vizinho, A.G.M, estava com suas partes íntimas de fora penetrando um buraco no muro, sussurrando e acariciando a parede bastante áspera. O mais incrível é que levado ao plantão policial, o acusado confessou tudo e garantiu que estava arrependido.

Já a mulher contou que há tempos vinha desconfiando dos comportamentos estranhos do vizinho, que teria mexido com sua filha de apenas dez anos há poucos dias quando a mesma voltava de uma padaria. Entretanto, ela diz que não esperava nunca ter visto uma cena tão grotesca como a que presenciou no muro que divide sua casa com a do pedreiro, na rua Egídio de Castro Oliveira,
no Jardim Aeroporto.

O escrivão de polícia Rogério Primo contou que o acusado já esteve preso por atentado violento ao pudor. Dessa vez acabou indiciado por importunação ofensiva ao pudor e liberado algumas horas depois e, ao contrário do que se imagina, não apresentava sinais de qualquer tipo de distúrbio mental.

Antes de deixar a delegacia, durante o período em que permaneceu no local, o pedreiro ficou de "castigo" lendo um livro religioso sobre direitos humanos que fica plantão policial. E ao deixar o distrito garantiu ter aprendido muito com a obra. De todo modo será investigado pela polícia, que quer saber se ele não está envolvido em algum outro crime de ordem sexual registrado na região.